quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Escribas, os doutores da lei


Escribas, os doutores da lei
Com o passar dos anos, na época de Jesus, os escribas, com suas interpretações da Lei, já haviam montado uma espécie de “tradição” que andava paralela ao que dizia a Palavra de Deus. Ela é mencionada na Bíblia como “tradição dos Anciãos”. Eles fizeram uma espécie de “lei” paralela que eles mesmos escreveram e que a atribuíam como sendo a vontade de Deus e da qual eram doutores. Veja um exemplo: “Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem” (Mateus 15. 2). Lavar as mãos antes das refeições foi uma “lei” incorporada na religião e na cultura pelos escribas por “tradição”. Não há nenhuma lei na Bíblia mencionando essa obrigatoriedade.
Diversas “tradições” desse tipo foram sendo incorporadas na religião judaica e na cultura, o que fez com que Jesus se dirigisse aos escribas de forma dura, pois eles haviam se desviado da sua verdadeira função: “Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus (…) Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23. 2, 4)
Por fim, tiveram papel fundamental, junto com os fariseus, no martírio de Jesus Cristo, tramando planos para matá-lo devido a não concordarem com sua autoridade: “Dali a dois dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos; e os principais sacerdotes e os escribas procuravam como o prenderiam, à traição, e o matariam” (Marcos 14:1).

FORMATURA SEMINÁRIO IBE

































SCERIMONIALISTA SABRINA








sábado, 18 de maio de 2019

Não deixe a Escola Dominical morrer em sua igreja


Não deixe a Escola Dominical morrer em sua igreja



Muitas igrejas cujos pastores prezam pela saúde espiritual do rebanho ainda estão zelando pelo ensino bíblico e teológico

Fundada há mais de 230 anos pelo crente episcopal e também jornalista inglês Robert Raikes, a Escola Dominical “viralizou” pelo mundo inteiro como um movimento de ensino popular e sistemático da Bíblia sagrada, além de outras disciplinas seculares que eram comuns nos primórdios deste movimento (língua materna, matemática, história, etc.).

Um crescimento extraordinário


De Gloucester, na Inglaterra, as Escolas Dominicais rapidamente ganharam fama pelas cidades vizinhas. Em apenas quatro anos (1780-1784) já havia o extraordinário número de 250 mil alunos matriculados; e quando o pioneiro Raikes morreu em 1811, ele deixou o legado de muitas escolas pautadas nos valores cristãos com cerca de 400 mil alunos matriculados, a maioria absoluta composta de crianças. Ninguém irá duvidar que a Escola Dominical é um movimento avivado pelo Espírito, senão, doutro modo, jamais teria alcançado tamanha proporção em tão pequeno tempo, e com resultados tão positivos.


O casal de missionários escoceses Robert e Sarah Kalley chegam ao Brasil e em 1855 iniciam com apenas cinco crianças uma classe de Escola Dominical em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Aquele tímido começo foi se agigantando e resultou no início da Igreja Congregacional no Brasil. Sim, uma grande igreja começou numa pequena Escola Dominical! O amor e a persistência dos missionários foram honrados. As sementes frutificaram e grande tem sido a colheita até hoje para a glória de Deus!

Há quem especule que o número de alunos e professores frequentes na Escola Dominical em todo mundo já ultrapasse a casa dos 60 milhões. Para glória de Deus, posso dizer que faço parte desse número. E você?

A Escola Dominical compensa


Muitas igrejas cujos pastores prezam pela saúde espiritual do rebanho ainda estão zelando pelo ensino bíblico e teológico regular através das Escolas Dominicais. Nem todos os membros têm tempo ou condições financeiras de fazerem uma faculdade ou seminário de teologia durante a semana; as crianças, ainda que quisessem, não poderiam se matricular nessas instituições, e muito dificilmente os adolescentes teriam este privilégio. Na Escola Dominical, porém, toda a família pode se matricular, frequentar gratuitamente e com um investimento baixíssimo: em média, 10 reais a cada três meses, que é o preço da revista com as Lições Bíblicas.

Embora muitas escolas estejam funcionando em outros dias da semana, até para melhor acomodar a membresia local, o domingo ainda continua sendo o dia preferido da Escola Dominical, visto que, em geral, é um dia de folga dos trabalhos e estudos seculares. Dia propício para as famílias se congregarem, e, em cada classe dividida por faixa etária, aprenderem a “gramática do céu”, as sagradas Letras (2Tm 3.15).

A Escola Dominical coopera para o cumprimento da grande Comissão: “Fazei discípulos de todas as nações… ensinando-os a guardar tudo que vos tenho ordenado” (Mt 28.19,20). Não só com as classes de Discipulado para novos convertidos, senão também com o discipulado contínuo, que é a formação doutrinária e ética dos membros e congregados da igreja local, incluindo as próprias lideranças. A Escola Bíblica Dominical, ou apenas EBD, como é carinhosamente chamada, é um braço direito para os pastores na instrução dos membros, e também para os pais, na instrução dos filhos. Como dizia o pastor Antônio Gilberto, um dos maiores nomes da educação cristã no Brasil, “A Escola Dominical também coopera eficazmente com o lar, na formação dos hábitos cristãos legítimos, práticas e deveres sociais bíblicos, resultando na formação do caráter ideal, segundo os princípios do genuíno cristianismo”.
  
Bons obreiros, pregadores e evangelistas são forjados nas classes da Escola Dominical, onde aprendem a ler e interpretar as Escrituras, bem como são instruídos nas doutrinas basilares da fé cristã, além de desenvolverem um senso espiritual aguçado para perceber distorções e heresias prejudiciais à Igreja do Senhor. Mas infelizmente, há muitas igrejas onde nem os pregadores, nem os obreiros e nem mesmo os pastores estão interessados em fortalecer a EBD. Daí as portas estão escancaradas para os modismos, invencionices, falsos ensinos, emocionalismo barato e heresias que trarão prejuízos caríssimos a estas congregações!

Falta de Bíblia: portas escancaradas para o engano

Igrejas que negligenciam a Escola Dominical demonstram seu desinteresse pela Palavra de Deus, ainda que seus templos lotem nos cultos à noite. Igrejas que amam a Palavra e sabem o valor vital que ela tem, amam e frequentam a Escola Dominical, honram seus professores e dirigentes, investem na estrutura física, acolhem os alunos e sempre buscam outros mais, visto que “ainda há lugar” (Lc 14.22).

Igrejas que não amam a Palavra, cancelam a EBD e despedem as famílias para o lazer dominical; ou, na melhor das hipóteses, deixam ela funcionando às mínguas, até onde os professores e alunos aguentarem. Há pastores que matam a Escola Dominical, substituindo-a sempre por uma festividade, por um café de confraternização ou por outros eventos diversos que não contribuem para o fortalecimento espiritual e o crescimento teológico do rebanho. O fogo de palha tem tomado o lugar do genuíno fogo do Espírito em muitas igrejas!

O pastor batista Russel Shedd discorre sobre esse quadro de raquitismo doutrinário e de superficialidade espiritual em que muitas igrejas se encontram, enquanto negligenciam suas Escolas Dominicais: “A diminuição de alunos nas escolas bíblicas dominicais já aconteceu nos Estados Unidos e acontece também aqui. As pessoas querem uma religião já pronta, na qual não seja preciso gastar tempo, nem estudar. Crescer no conhecimento das coisas de Deus é menos interessante do que ganhar dinheiro, prosperar, ter uma vida melhor. As coisas vão ficando muito superficiais”.

Que triste, porém, verdadeira constatação! Precisamos resistir a essa tentativa de enfraquecer e anular a Escola Dominical. Por trás da desvalorização da EBD está satanás que tem todo interesse em desviar a Igreja da genuína Palavra, e fazê-la definhar em anorexia espiritual! Há muitos trabalhos de ensino disponibilizados pelas igrejas, nenhum deles, porém, se iguala à EBD em sua proposta de ensino bíblico popular para todas as faixas etárias. Não é de se estranhar que o inimigo tenha proposta na mente de muitos pastores substituírem tão importante trabalho por outros de menor relevância.

Valorizar o trabalho dos voluntários da EBD, investir em estrutura e recursos didáticos, oferecer formação continuada para melhor qualificação dos professores, divulgar a Escola Dominical e frequentá-la regularmente são atitudes que repercutirão na vida da igreja, uma vida espiritual mais saudável e solidificada na Bíblia sagrada.

Líderes da EBD, façamos a nossa parte

Concluo com as palavras do famoso pregador inglês, John Wesley, que foi contemporâneo de Robert Raikes e acompanhou o início do movimento das Escolas Dominicais na Inglaterra: “Estou convencido de que essas Escolas Dominicais são a instituição mais nobre, vista desde alguns séculos na Europa, e crescerão cada vez mais, contando que os seus professores e dirigentes cumpram seus deveres”. Ditas no século 18, estas palavras continuam sendo grande estímulo para as lideranças da EBD neste século 21! Se nos empenharmos, a Escola Dominical vai crescer; se negligenciarmos, a Escola Dominical vai morrer e com ela a própria igreja local!

Não deixe a Escola Dominical morrer em sua igreja!


Desmistificando a palavra Rhema


Desmistificando a palavra Rhema


Com o advento dos dons espirituais aflorando no meio eclesiástico, os púlpitos evangélicos passaram a respirar carisma e tudo basicamente que nasce nessas tribunas tem ou acaba tendo um fundo carismático e isso é muito importante, porque a obra de Deus deve ser realizada no poder do Espírito.

Desta feita, vão surgindo experiências entre o povo de Deus, algumas espirituais, já outras emocionais, sendo que as emocionais acabam ganhando mais força e notoriedade, por meio dos pregadores que ministram de modo emocional e que gostam de frases de efeito, chavões evangélicos, tipologias e figuras de linguagem, sendo que, para legitimar suas prédicas, costumam afirmar que possuem uma “revelação”, baseados na palavra Rhema.

Infelizmente esta é uma realidade que acontece principalmente nas igrejas neopentecostais e ultra pentecostais, já que infelizmente, muitos pregadores não buscam compreender o estudo do texto de modo profundo, mas, para legitimar suas falas, botam tudo na conta de Deus, afinal, quem irá ter a coragem de questionar estes pregadores, que afirmam que possuem uma compreensão de um texto bíblico que ninguém alcançou, nem mesmo os maiores especialistas em exegese bíblica.

Baseados no achismo e na eisegese[1], os pregadores da confissão positiva procuram criar uma diferença entre os termos gregos “logos” e “rhema”, pois alegam que “logos” é a palavra escrita de Deus (como a temos na Bíblia), ao passo que, “rhema” é a palavra revelada de Deus para cada indivíduo através do Espirito Santo para uma situação específica, portanto, “Rhema” é a “palavra” que eles usam para “decretar” com o objetivo de trazer a prosperidade ou cura, e legitimar qualquer “revelação” de um ponto de vista pessoal sobre uma passagem bíblica.

Portanto, em nome da Rhema, muitas heresias já foram legitimadas e interpretações absurdas foram sendo absorvidas pela igreja, afinal, quem irá questionar um ministro da palavra que afirma ter tido uma Rhema de Deus.

Entretanto, diametralmente oposto aos ensinos da confissão positiva, as palavras gregas “rhema” e “logos”, são usadas alternadamente no texto da septuaginta[2], que traduz tanto “logos” como “rhema” a partir da palavra hebraica “dabar”, que significa “palavra falada ou escrita; discurso, ou assunto do discurso, uma unidade mínima do discurso”, sendo que basicamente a única diferença existente entre “logos” e “rhema” é apenas de estilo literário e não de significado.

Sendo assim, basta um estudo mais profundo de ambos os termos, para concluirmos que não existe nenhuma diferença entre estes dois vocábulos no grego original, onde, muitas vezes, eles são usados como sinônimos. Portanto, o termo “rhema” significa “palavra, qualquer coisa falada, assunto do discurso”, enquanto “logos” apresenta uma extensa variedade de significados como: “palavra, discurso, pregação, relato, etc.”. Mas ambos os termos são concordantes.

Baseado na exegese[3] o Dr. Russel Shedd de saudosa memória, afirmou que Pedro não fez distinção sobre estes termos em sua primeira carta, capítulo 1.23-25: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra (logos) de Deus, viva que permanece para sempre.

Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra (rhema) do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra (rhema) que entre vós foi evangelizada”.[4]

Deste modo, como podemos observar, na mente do apóstolo não havia distinção entre estas palavras. Sendo assim, fica desfeita a pretensão dos proponentes da Confissão Positiva que querem forçar uma interpretação exagerada destes termos.

Portanto, analisando o quadro atual do movimento evangélico, observamos que a falta de ensino teológico de qualidade, acaba criando campo para os exageros como o triunfalismo e a confissão positiva que são muito comuns nas chamadas igrejas neopentecostais.

Como cristãos e conhecedores da Teologia Bíblica, devemos cuidar com aqueles que procuram legitimar sua fala por meio de uma rhema “revelação” única e inquestionável sobre uma passagem bíblica.

Entretanto, o estudante da Bíblia, pode claramente observar que esta diferenciação entre “logos” e “rhema” não tem base bíblica e representa o momento típico dos dias em que vivemos, onde o triunfalismo, a confissão positiva, o reteté e o ultra pentecostalismo ganham força, pois, muitos não querem ler, e muito menos analisar com cuidado e amor a palavra de Deus.

[1] Eisegese: interpretação de acordo com os pressupostos pessoais e emocionais.
[2] Septuaginta: tradução dos setenta, quando o texto foi traduzido do hebraico, para o grego.
[3] Exegese: interpretação de dentro do texto para fora, ou seja, conforme as regras corretas de interpretação do texto bíblico.
[4] ROMEIRO, Paulo. Super crentes. São Paulo: Mundo Cristão, 1993, p. 26.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

15 verdades edificantes para a vida a dois



15 verdades edificantes para a vida a dois

Inspire-se com trechos selecionados de Perdão total no casamento, escrito por Maurício Zágari

15 verdades edificantes para a vida a dois

Inspire-se com trechos selecionados de Perdão total no casamento, escrito por Maurício Zágari

Sem fórmulas mágicas, sem falsas promessas, mas com base em conceitos milenares contidos na Bíblia e em experiências bastante realistas e práticas, em Perdão total no casamento, Maurício Zágari apresenta princípios para a prevenção de problemas conjugais e para a reconstrução de relacionamentos em crise. Escrito especialmente a casais que estão enfrentando lutas no matrimônio e a namorados e noivos que desejam acertar desde o início, Perdão total no casamento traz ensinamentos poderosos para todo e qualquer casal que deseja superar as dificuldades e viver, de fato, a plenitude na vida a dois.
Para que você conheça mais a obra e inspire-se com conselhos poderosos para a saúde de seu casamento, selecionamos quinze trechos para sua reflexão. Chame o seu cônjuge e dedique um tempo para pensarem juntos a respeito dessas verdades. Esse momento de meditação acerca do que a Palavra de Deus fala sobre perdão no relacionamento conjugal certamente fará bem a vocês e contribuirá para a construção da alegria e da paz em seu lar. Vamos lá? Tome nota. 

#1
Viver sem errar é impossível, mas aprender com os erros e evitar repeti-los no futuro é uma atitude viável e que está ao seu alcance.
#2
É absolutamente impossível alguém dizer que ama outra pessoa, mas recusar-se a lhe estender perdão. Perdoar é amar o próximo e a Deus; não perdoar é tentar implodir tudo aquilo que Jesus construiu na terra.
#3
O amor verdadeiro é demonstrado por atitudes, por isso devemos agir em favor de quem estamos perdoando, fazendo-lhe o bem, abrindo mão da vingança, procedendo de fato como se age com alguém que teve sua dívida conosco cancelada. Isso sempre exigirá amor como motivação e sacrifício como prática. Quem perdoa sempre precisa se sacrificar mais do que quem é perdoado.
#4
Não fique esperando sentir vontade de perdoar. Simplesmente tome a iniciativa de perdoar. O resto virá depois — e você ficará surpreso com as maravilhas que o perdão é capaz de proporcionar.
#5
Muita atenção: o melhor caminho nunca é consertar o dano, mas, sim, evitar o atrito.
#6
O perdão está à nossa disposição, mas jamais deve ser usado como muleta que nos apoie no erro. Erros sempre têm consequências.
#7
Se alguém errou contra você, há uma escolha a ser feita: perdoar ou não perdoar. O caminho bíblico é o do perdão. É difícil, sim, mas é o mais excelente.
#8
Perdoar é agir. E agir em favor de quem estamos perdoando, orando a Deus por sua vida, fazendo-lhe o bem, abrindo mão da vingança.
#9
Perdoar é difícil, por isso não devemos esperar “tornar-se fácil” perdoar; caso contrário, nunca perdoaremos o cônjuge, nem pessoa alguma — lembrando que, se não perdoarmos, também Deus não perdoará os nossos pecados.
#10
[...]uma vez que o perdão é concedido, vem a restauração e a paz. Daí em diante, importa usar positivamente o aprendizado gerado pelo processo de pecado, perdão e restauração, sem permitir que a lembrança da ofensa prejudique sua felicidade.
#11Quando você comete um erro e se dá conta de que de fato errou, se você apenas sentir remorso, isso não proporcionará proveito algum. Mas, se você se arrepender sinceramente, de todo o coração, isso trará mudança de comportamento, com a ajuda de um elemento importantíssimo que se segue ao arrependimento: o aprendizado.
#12
A arrogância pode ser um monumental impedimento para evitar problemas conjugais, pois o arrogante jamais se considera errado. Nunca corrige suas falhas. Portanto, não há arrependimento. E onde não há arrependimento, os erros prevalecem, os problemas continuam os mesmos e... nada muda!
#13
[...]se foi você quem feriu seu marido ou sua esposa, saia do imobilismo e peça perdão. Já! Não espere mais!
#14
Se a estrada da sua vida conjugal for pavimentada sobre a lembrança dos erros, ela será esburacada, cheia de calombos e, um dia, quebrará a suspensão do seu carro. Mas asfalte a estrada do seu casamento sobre o amor e o perdão e você percorrerá milhares de quilômetros pela frente de forma suave e tranquila. E a jornada da sua vida será marcada por algo chamado paz.
#15
Seu casamento não será bem-sucedido porque Deus fará um raio cair do céu na sua casa e transformará tudo da noite para o dia. Não há nada de milagroso na felicidade conjugal. O que faz um casamento dar certo é marido e mulher tomarem consciência do que devem e do que não devem fazer e se esforçarem para pôr em prática o que lhes compete segundo o modelo elaborado pelo Criador.
Gostou?
Em Perdão total no casamento há muito mais!




sábado, 1 de setembro de 2018

Acerca do Divórcio


Acerca do adultério e do divorcio
Mateus 5. 27-32

27  Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
28  Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.
29  Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
30  E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
31  Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite.
32  Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

Qualquer que repudiar sua mulher... 5.32. O matrimonio não é uma conveniência social inventada pela humanidade para preencher uma necessidade ou condição temporárias, e, portanto, para ser revisado ou abandonado conforme os caprichos de qualquer homem, ou grupos de homens. O matrimonio foi instituído por Deus altíssimo e a sua relação com a raça humana é tal que não pode modificar, nem a parte considerada mais insignificante, sem graves consequências. “Não tendes lidos que o criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: por esta causa deixara o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que não são mais dois, porem uma só carne. “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” Cap 19.3-6
Acerca do divórcio, Cristo disse mais: Moises, pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar as vossas mulheres, mas no princípio não foi assim. Eu porém vos declaro que todo aquele que repudiar sua mulher, se não é por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério, e o que casar com a que outro, repudiou comete adultério. Cap 19.8,9 (bíblia de Jerusalém), citamos a versão de figueiredo por que é mais precisa, usando a palavra “fornicação”, desfazendo a suposição de muitos crentes, de que um dos cônjuges tem direito de repudiar o outro somente por causa de infidelidade.
Para compreender isto devemos notar como as escrituras distinguem entre a fornicação e o adultério.
“Porque do coração é que saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios (gr moicheia), as fornicações (gr porneia). “Mas as obras da carne estão patentes; como são a fornicação (gr porneia), a impureza (adultério, gr moicheia”) Mt 15,19.
Nem os fornicários (gr pornos), nem os idolatras, nem os adúlteros (gr moichos)... hão de possuir o reino de Deus. Gl 5.19.
Porque Deus julgara os fornicários (gr pornos) e os adúlteros (gr moichos) 1Co 6.9,10 – Obs Hb 13.4
Cristo não disse que a lei de Moises concedia o direito de divórcio, por causa de adultério (moicheia). Ele disse: “quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação (porneia) e casar com outra comete adultério (moicheia).
Se o homem depois de casar-se, achasse que a mulher não era virgem, podia repudiá-la. Compare-se os cap. Mt 5.32; 19.9 com Dt 24.1. Mas se ela era virgem, não poderia repudiá-la enquanto vivesse, Dt 22.13-22. A lei de Moises concedia o direito, de divórcio no caso de formicação; mas não de adultério; os adúlteros morreram apedrejados, Lev 20.10. Note-se: A fornicação é o pecado de pessoas não casadas, com pessoas casadas ou não. O adultério é o pecado de pessoas casadas ou não com outras que não são seus próprios cônjuges.
Mesmo no caso de um dos cônjuges descobrir que o outro foi infiel, seria melhor perdoa-lo do que repudiá-lo Mt 6.14,15.
As leis civis, sobre o divórcio, nunca podem substituir ou invalidar os deveres dos crentes diante de seu Deus.
O amor conjugal, entre os crentes sinceros, é um mandamento divino (Ef 5.22-23; 1Pe 3.1-9), não um capricho como entre os mundanos.
A questão do divórcio, quando um dos cônjuges não é crente, é ventilada em 1 Co 7.10-17. Se aquele que não é crente exigir a separação, o crente pode ceder. Mas a atitude do crente deve ser sempre a de ganhar seu companheiro para Cristo; nunca pode tomar a iniciativa na separação. No caso de se separarem, porém, a palavra é clara, que o crente não tem direito de casar-se com outrem; “que não se case”, 1Co 7.11.


Orlando Boyer
Fonte.

sábado, 21 de julho de 2018

Batismo no Espirito Santo

Fundamentos do batismo no Espirito Santo

E estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse Ele), de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois desses dias (At 1.4,5)
Falar em outras línguas era, segundo Lucas, a evidência do batismo com o Espírito Santo:
1.    At 2.1-3
2.    At 10.45-48
3.    At 19.1-7

Dia de pentecostes

O dia de pentecostes cumpre-se dez dias após a promessa feita por Jesus em Lucas 24,49. “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”, o mesmo Lucas narra em atos 1.4,5. E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.
Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.
Dez dias se passaram e entra em cena atos 2.1. E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos assentados (no gr katemenoi –encontravam).

2 E de repente veio do céu um som, como de um vento(não era um vento era algo semelhante) veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
Cumprindo-se o dia de Pentecostes – (sumpleroustai) literalmente significa “quando o dia de Pentecostes estava sendo completado”.
-A primeira; parte do versículo 2 diz literalmente: “e, de repente, veio do céu um som (echos), como de um vento veemente e impetuoso”, como o rugido reverberante de um tornado. Ele encheu toda a casa.
De um vento veemente e impetuoso – (Feromenes pnoes biaias) literalmente um vento forte e continuo. , de repente, veio do céu um som (echos) como de um vento veemente e impetuoso”, como o rugido reverberante de um tornado. Ele encheu toda a casa. Este som, como o rugido do vento, serviu como um alerta para todos os que estavam reunidos. Se alguém tinha estado sonolento, agora estaria completamente desperto. Assim, todos eles viram as línguas repartidas, como que de fogo (3). O texto grego diz: “línguas como que de fogo distribuindo-se” (ou “sendo distribuídas”).
Foram vistas (Ophte - visivel) Línguas repartidas (diamerizomenai glossai) muitos preferem traduzir como línguas que se distribuíam, ou distribuídas entre os discípulos. A importância desses dois símbolos — o vento e o fogo — é demasiado óbvia para ser perdida. “O fogo, como o vento, era símbolo da presença divina. Línguas Semelhantes a fogo.
Começaram a falar em outras línguas (heterais glossais). A rigor diferentes, de suas línguas nativas.
Conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (hapophteggestai) expressão usada por Lucas apenas no livro de atos.
Literalmente proferir, falar. Uma palavra peculiar escolhida propositalmente para indicar a expressão em tom alto e claro sob o impulso milagroso.
Estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações debaixo do céu.

Palavra judeus, o termo piedoso (gr. eulabes) usa-se no Novo Testamento somente no caso dos judeus. São visados, aqui, judeus de todas as terras da Dispersão. Ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus


Devido a expressão usada no v.6: "porque cada um os ouvia falar na  sua própria língua", tem-se perguntado se foram os discípulos que  falaram essas línguas conhecidas desses povos, ou se, falando em  línguas desconhecidas, Deus fez com que aqueles homens ouvissem em sua  própria língua. Pelo andamento do texto eles falaram em línguas espirituais sobre as grandezas de Deus como diz o v.11, no versículos 6 diz que a manifestação atraiu a multidão o que mostra mas uma vez que não era algo natural que estava acontecendo, já no v.12 diz que todos se maravilhavam e outros zombavam – diante dessas manifestações que diz o texto fica claro que o que acontecia era que eles falavam em línguas espirituais e cada um entendia em sua língua e dialeto.

Até aqui não havia pregação, pois no v. 14, Pedro coloca-se em pé com os doze e prega em sua língua nativa o primeiro sermão da igreja agora constituída.

Definições e explicações

A palavra “glossolalia”, de acordo com seus elementos constitutivos, significa: Glossa = língua + lalia = o ato de falar (do verbo laléo), significando, assim, falar línguas.

A palavra glossa para língua pode ser, língua membro, língua idioma e língua dom. Se analisarmos os textos quer falam em falar em línguas em 1Co 12 e 14, expressão e glossa.




Obra de referencia