sábado, 21 de julho de 2018

Batismo no Espirito Santo

Fundamentos do batismo no Espirito Santo

E estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse Ele), de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois desses dias (At 1.4,5)
Falar em outras línguas era, segundo Lucas, a evidência do batismo com o Espírito Santo:
1.    At 2.1-3
2.    At 10.45-48
3.    At 19.1-7

Dia de pentecostes

O dia de pentecostes cumpre-se dez dias após a promessa feita por Jesus em Lucas 24,49. “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”, o mesmo Lucas narra em atos 1.4,5. E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.
Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.
Dez dias se passaram e entra em cena atos 2.1. E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos assentados (no gr katemenoi –encontravam).

2 E de repente veio do céu um som, como de um vento(não era um vento era algo semelhante) veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
Cumprindo-se o dia de Pentecostes – (sumpleroustai) literalmente significa “quando o dia de Pentecostes estava sendo completado”.
-A primeira; parte do versículo 2 diz literalmente: “e, de repente, veio do céu um som (echos), como de um vento veemente e impetuoso”, como o rugido reverberante de um tornado. Ele encheu toda a casa.
De um vento veemente e impetuoso – (Feromenes pnoes biaias) literalmente um vento forte e continuo. , de repente, veio do céu um som (echos) como de um vento veemente e impetuoso”, como o rugido reverberante de um tornado. Ele encheu toda a casa. Este som, como o rugido do vento, serviu como um alerta para todos os que estavam reunidos. Se alguém tinha estado sonolento, agora estaria completamente desperto. Assim, todos eles viram as línguas repartidas, como que de fogo (3). O texto grego diz: “línguas como que de fogo distribuindo-se” (ou “sendo distribuídas”).
Foram vistas (Ophte - visivel) Línguas repartidas (diamerizomenai glossai) muitos preferem traduzir como línguas que se distribuíam, ou distribuídas entre os discípulos. A importância desses dois símbolos — o vento e o fogo — é demasiado óbvia para ser perdida. “O fogo, como o vento, era símbolo da presença divina. Línguas Semelhantes a fogo.
Começaram a falar em outras línguas (heterais glossais). A rigor diferentes, de suas línguas nativas.
Conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (hapophteggestai) expressão usada por Lucas apenas no livro de atos.
Literalmente proferir, falar. Uma palavra peculiar escolhida propositalmente para indicar a expressão em tom alto e claro sob o impulso milagroso.
Estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações debaixo do céu.

Palavra judeus, o termo piedoso (gr. eulabes) usa-se no Novo Testamento somente no caso dos judeus. São visados, aqui, judeus de todas as terras da Dispersão. Ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus


Devido a expressão usada no v.6: "porque cada um os ouvia falar na  sua própria língua", tem-se perguntado se foram os discípulos que  falaram essas línguas conhecidas desses povos, ou se, falando em  línguas desconhecidas, Deus fez com que aqueles homens ouvissem em sua  própria língua. Pelo andamento do texto eles falaram em línguas espirituais sobre as grandezas de Deus como diz o v.11, no versículos 6 diz que a manifestação atraiu a multidão o que mostra mas uma vez que não era algo natural que estava acontecendo, já no v.12 diz que todos se maravilhavam e outros zombavam – diante dessas manifestações que diz o texto fica claro que o que acontecia era que eles falavam em línguas espirituais e cada um entendia em sua língua e dialeto.

Até aqui não havia pregação, pois no v. 14, Pedro coloca-se em pé com os doze e prega em sua língua nativa o primeiro sermão da igreja agora constituída.

Definições e explicações

A palavra “glossolalia”, de acordo com seus elementos constitutivos, significa: Glossa = língua + lalia = o ato de falar (do verbo laléo), significando, assim, falar línguas.

A palavra glossa para língua pode ser, língua membro, língua idioma e língua dom. Se analisarmos os textos quer falam em falar em línguas em 1Co 12 e 14, expressão e glossa.




Obra de referencia

terça-feira, 5 de junho de 2018

Aprendendo a amar

Aprendendo a amar

“E amarás o Eterno, teu Deus, com todo o teu coração…”(Deuteronômio 6:5)

Na Torá, somos ordenados a amar. Amar a Deus, amar o próximo, amar o convertido… Como pode ser? No mundo atual, somos bombardeados com referências que insistem que o amor é espontâneo, incompreensível, talvez até mesmo mágico. Como então podemos ser obrigados a sentir um amor verdadeiro desta forma? Será que podemos aprender a amar?

“E amarás ao teu próximo como a ti mesmo”(Levítico 19:18) é, em hebraico, Veahavtá lereachá camôcha. É utilizada a preposição LE־reachá, ao teu próximo, e não o artigo ET reachá, o teu próximo. A letra lamed, cujo som corresponde ao L, quando usada nesta construção, tem o significado da preposição “para”. Portanto, amar é agir para alguém, e amor é doação. Talvez este seja o melhor sinônimo ou significado da palavra, de acordo com a Torá – amar é dar.

Um dos amores mais naturais e óbvios que podemos usar como exemplo é amor maternal ou paternal. Quando nasce um bebê, seus pais têm de suprir todas as suas necessidades. Passam meses trocando fraldas, alimentando, dando banho, fazendo uma série de ações para o bem do bebê sem receber nenhum tipo de reconhecimento, às vezes nem mesmo um sorriso, apenas mais fraldas sujas e mais choro inconsolável. E não há ninguém no mundo que eles amem mais. Eles continuam lá, firmes e fortes, dando de si, de seu tempo, para aquela pequena criatura. Quanto mais eles se dedicam ao filho, mais o amam, pois o ser humano aprecia tudo aquilo pelo que se esforça a fazer. Os pais passam a vida se dedicando aos filhos, por isso esse amor nunca diminui ou se extingue, só cresce e se intensifica.

Mas e o amor que não é natural, como por exemplo aquele que se desenvolve a partir de uma atração, ou mesmo do sentimento de paixão? Num relacionamento amoroso, nos traz satisfação agradar nosso parceiro, presenteá-lo, aprimorar nossas características para atender às suas necessidades, sair de nossa zona de conforto para suprir suas vontades. Nos doamos continuamente, cultivando assim esse sentimento e desenvolvendo constantemente esta relação. Esse mesmo raciocínio vale para o amor presente em uma amizade, em que investimos nosso tempo e interesse e recebemos em troca convivência e atenção de alguém cuja companhia nos traz conforto e alegria.

O nome da letra lamed corresponde à raiz Lamad, do verbo Lilmod, estudar, aprender. Coincidência? Claro que não, pois podemos aprender a amar qualquer um, é só nos doarmos para alguém, investir nosso tempo e esforço em um relacionamento. Um dos grandes psicanalistas, filósofos e sociólogos do século XX, Erich Fromm, escreveu: “O primeiro passo é tornar-se consciente de que o amor é uma arte, assim como a vida é uma arte. Se queremos aprender a amar, devemos proceder da mesma forma como se fôssemos aprender qualquer outra arte, como a música, pintura, carpintaria ou a medicina e engenharia.”

Para manter este amor, é só continuar esta fórmula. Para um relacionamento amoroso perdurar é necessária a constante doação de um indivíduo para o outro; um intermitente esforço, às vezes maior e mais significativo, às vezes menor e mais natural, porém sempre presente.

O Cântico dos Cânticos é um dos livros mais românticos da Bíblia Hebraica. Ele foi escrito pelo Rei Salomão e descreve a relação de amor entre Deus e o Povo Judeu usando como metáfora a relação de amor entre um homem e uma mulher. Dentre os versículos mais famosos está Ani Ledodi Vedodi Li, “eu sou para o meu amado e meu amado é para mim” (Cântico dos Cânticos 6:3).

Novamente podemos ver a preposição le, nos mostrando que o amor é esse relacionamento de doação recíproca. E aqui aprendemos mais uma lição: se Ani Ledodi –se demonstrarmos nosso amor, continuarmos nos dedicando a alguém, então, e certamente, Dodi Li – seremos também amados. E quando isso acontece, essa é a verdadeira união. Não é por acaso que a guematria (valor numérico) da palavra ahava, amor, é 13, mesmo valor da palavra echad, um.

O amor é um sentimento poderoso, capaz de revolucionar o mundo. Somos ordenados por Deus a amar, a dar de nós aos nossos semelhantes. O objetivo de todos nessa vida é justamente amar, dar, fazer o bem, todos os dias, indiscriminadamente. Podemos praticar com nossos familiares, amigos, com animais de estimação, vizinhos, colegas… e aprender, assim, qual o verdadeiro significado de amar a Deus.

sábado, 2 de junho de 2018

A vida da igreja cheia do Espírito Santo



A vida da igreja cheia do Espírito Santo (2.42-47)
                           A igreja de Jerusalém conjugava doutrina e vida, credo e conduta, palavra e poder, qualidade e quantidade. Hoje vemos igrejas que revelam grandes desequilíbrios. As igrejas que zelam pela doutrina não celebram com entusiasmo. As igrejas ativas na ação social desprezam a oração. Aquelas que mais crescem em número mercadejam a verdade. Ao contrário disso, a igreja de Jerusalém era unificada (2.44), exaltada (2.47a) e multiplicada (2.47b).
Quais são as marcas de uma igreja cheia do Espírito Santo.

Em primeiro lugar, uma igreja cheia do Espírito é comprometida com a fidelidade à Palavra de Deus (2.42).
A igreja de Jerusalém nasceu sob a égide da verdade.
A igreja começou com o derramamento do Espírito, a pregação cristocêntrica e a permanência dos novos crentes na doutrina dos apóstolos. A doutrina dos apóstolos é o inspirado ensino pregado oralmente naquele tempo, e agora preservado no Novo Testamento. Stott diz que o Espírito Santo abriu uma escola em Jerusalém; seus professores eram os apóstolos que Jesus escolhera; e havia 3 mil alunos no jardim da infância. A igreja apostólica era uma igreja que aprendia. Com isso, deduzimos que o antiintelectualismo e a plenitude do Espírito são incompatíveis, pois o Espírito Santo é o Espírito da verdade. O Espírito de Deus leva o povo de Deus a submeter-se à Palavra de Deus. Justo González destaca que o perseverar no ensino dos apóstolos não quer só dizer que o povo não se desviou das doutrinas apostólicas ou permaneceu ortodoxo. Quer dizer também que eles perseveraram na prática de aprender com os apóstolos — que eram alunos, ou discípulos, ávidos por conhecimento sob o comando dos mestres.
Ao longo da história houve muitos desvios da verdade: às heresias da Idade Média; a ortodoxia sem piedade; o Pietismo — piedade sem ortodoxia; os quacres — o importante é a luz interior; o movimento liberal — a razão acima da revelação; e o movimento neopentecostal — a experiência acima da revelação.
Deus tem um compromisso com a Palavra. Ele tem zelo pela Palavra. Uma igreja fiel não pode mercadejar a Palavra

Em segundo lugar, uma igreja cheia do Espírito é perseverante na oração (2.42).
Uma igreja cheia do Espírito ora com fervor e constância. A igreja de Jerusalém não apenas possuía uma boa teologia da oração, mas efetivamente orava.
Ela dependia mais de Deus do que dos próprios recursos: Atos 1.14 — Todos unânimes perseveravam em oração; Atos 3.1 - Os líderes da igreja vão orar às 3 horas da tarde; Atos 4.31 - A igreja sob perseguição ora, o lugar treme e o Espírito desce; Atos 6.4 - A liderança entende que a sua maior prioridade é oração e a Palavra; Atos 9.11 – O primeiro sinal que Deus deu a Ananias sobre a conversão de Paulo é que ele estava orando; Atos 12.5 - Pedro está preso, mas há oração incessante da igreja em seu favor e ele é miraculosamente libertado; Atos 13.1-3 — A igreja de Antioquia ora e Deus abre as portas das missões mundiais; Atos 16.25 — Paulo e Silas oram na prisão e Deus abre as portas da Europa para o evangelho; Atos 20.36 - Paulo ora com os presbíteros da igreja de Éfeso na praia; Atos 28.8,9 - Paulo ora pelos enfermos da ilha de Malta e os cura.

Em terceiro lugar, uma igreja cheia do Espírito tem uma profunda comunhão (2.42,44-46).
Em uma igreja cheia do
Espírito os irmãos se amam profundamente. Na igreja de Jerusalém os irmãos gostavam de estar juntos (2.44). Eles partilhavam seus bens (2.45). Eles apreciavam estar no templo (2.46) e também nos lares (2.46b). Havia um só coração e uma só alma. Onde desce o óleo do Espírito, aí há união entre os irmãos; aí ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre (SI 133). Os crentes eram sensíveis para ajudar os necessitados (2.44,45). Eles converteram o coração e o bolso. Tinham desapego dos bens e apego às pessoas. Encarnaram a graça da contribuição. Concordo com Stott quando ele diz que a comunhão cristã e o cuidado cristão é compartilhamento cristão. Justo González enfatiza que o partir do pão não significa apenas que eles comiam junto. Refere-se à celebração da comunhão, que desde o início e por muitos séculos, é o centro da adoração cristã.

Em quarto lugar, uma igreja cheia do Espírito adora a Deus com entusiasmo (2.47).
Uma igreja cheia do Espírito canta com fervor e louva a Deus com entusiasmo. O culto era um deleite. Eles amavam a casa de Deus. Uma igreja viva tem alegria de estar na casa de Deus para adorar. A comunhão no templo é uma das marcas da igreja ao longo dos séculos. O louvor da igreja era constante. Uma igreja alegre canta. Os muçulmanos têm mais de um bilhão de adeptos no mundo, mas eles não cantam. Uma igreja viva tem um louvor fervoroso, contagiante, restaurador, sincero, verdadeiro. O louvor que agrada a Deus tem origem no próprio Deus, tem como propósito exaltá-lo e tem como resultado quebrantamento dos corações. O culto verdadeiro produz reverência e alegria, pois, se a alegria do Senhor for obra do Espírito, o temor do Senhor também será autêntico.

Em quinto lugar, uma igreja cheia do Espírito teme a Deus e experimenta os seus milagres (2.43).
Uma igreja cheia do Espírito é formada por um povo cheio de reverência. Ela tem compreensão da santidade de Deus. Ela se curva diante da majestade de Deus. Hoje as pessoas estão acostumadas com o sagrado. Há uma banalização do sagrado. Há saturação, comercialização e paganização das coisas de Deus. Quem conhece a santidade de Deus não brinca com as coisas de dele. A igreja de Jerusalém era reverente e também receptiva ao agir soberano de Deus. Tinha a agenda aberta para as soberanas intervenções do Senhor. Acreditava nos milagres de Deus. A manifestação extraordinária de Deus estava presente na vida da igreja: Atos 3 — 0 paralítico é curado; Atos 4.31 — O lugar onde a igreja ora, treme; Atos 5.12,15 — Muitos sinais e prodígios são efetuados; Atos 8.6 — Filipe realiza sinais em Samaria; Atos 9 — A conversão de Saulo é seguida da sua cura; Atos 12 — Pedro é libertado pelo anjo do Senhor; Atos 16.26 - Ocorre um terremoto em Filipos; Atos 1 9 .11 - Pelas mãos de Paulo, Deus fazia milagres; Atos 28.8,9 - Deus cura os enfermos de Malta pela oração de Paulo. Hoje há dois extremos na igreja: aqueles que negam os milagres e aqueles que os inventam.
Em sexto lugar, uma igreja cheia do Espírito tem a simpatia dos homens e a bênção do crescimento numérico por parte de Deus (2.47).
 Essa igreja é simpática e amável. Ela é sal e luz. E boca de Deus e monumento da graça. Essa igreja tem qualidade e também quantidade. Cresce para no alto e também para os lados. Mostra vida e também números. A igreja de Jerusalém produziu impacto na sociedade por causa de seu estilo de vida. Era uma igreja comprometida com a verdade, mas não legalista; era uma igreja santa, mas não farisaica; era uma igreja piedosa, mas não com santorronice. Os crentes eram alegres, festivos, íntegros. Eles contagiavam. O estilo de vida da igreja impactava a sociedade: melhores maridos, esposas, filhos, pais, estudantes, profissionais. O resultado da qualidade é a quantidade. Deus mesmo acrescentava a essa igreja, dia a dia, os que iam sendo salvos. Temos hoje dois extremos: necrolatria e numero fobia. Precisamos entender que qualidade gera quantidade. 


sexta-feira, 18 de maio de 2018

SER PROFESSOR É:

Ser professor é muito mais que exercer uma profissão, dar aulas, aplicar e corrigir provas.


Ser professor é uma profissão que exige muito esforço, preparo, conhecimento, pesquisa, tempo e dedicação, mais ainda, que requer compromisso e comprometimento.

Mas quando se é professor… ah, isso não é nada!

O profissional da educação sabe que seu objetivo maior é ensinar, compreende que o caminho para isso é muito mais complexo, não exige apenas seu desenvolvimento cognitivo, mas sim de suas habilidades socioemocionais que possibilitarão uma atuação mais efetiva e próxima.

Conduzir, acompanhar…
Ser professor é compartilhar conhecimento, propagar informação, fazer o outro crescer, mostrar caminhos, dar as mãos, e para isso tudo é necessário criar vínculos, se aproximar e compreender o outro, o que exige amor!

Todo professor deve se orgulhar do vínculo que cria com seus alunos e do comprometimento com sua missão. É necessário estabelecer uma parceria na qual ambos aprendam e cresçam.

O professor sabe que é fundamental conduzir seus alunos, mas, acima de tudo, respeitar o tempo de cada um, compreendendo que ao desenvolvimento humano é constante e contínuo e cada um tem seu ritmo.

Sabe enfrentar os seus e os obstáculos do outro, ajudando-o no que for possível a superar suas perdas e frustrações.

Doa-se sem esperar o retorno, pois reconhece que proteger a emoção é essencial para nutrir as relações saudáveis.

Ter o olhar no outro…
Não importa se é um professor da Educação Infantil, do Fundamental ou do Ensino Médio, qualquer um deles sabe que é preciso conhecer e reconhecer o contexto de cada aluno, suas necessidades e seu repertório de vida.

Sabe que é preciso se despir das suas crenças e se libertar de qualquer choque, seja cultural, geracional ou social para conseguir compreender o processo de aprendizagem e assim compartilhar seus conhecimentos.

Despir-se de suas crenças também envolve lidar de forma natural com as dificuldades dos alunos, sabendo que é essencial despertar a curiosidade, permitir que duvidem, que critiquem que questionem para que se tornem sujeitos autônomos.

Planta sua semente…
O professor tem medo de errar, sim, mas esse medo nunca o paralisa. Ele vai e faz, e assim, superando cada obstáculo (e não são poucos!) e encarando os riscos, pois não há risco maior que o de não cumprir a sua missão.

Ele planta a semente e cultiva seu crescimento a cada dia, e nutre a cada minuto mesmo sem saber quais serão os frutos.

Ser professor é manter-se, apesar das dificuldades, apaixonado por sua profissão, pelo seu trabalho e orgulhoso de sua dedicação!

A Escola da Inteligência compreende que ser professor é isso e muito mais, assim o agradece por ser esse poeta da educação, por investir e acreditar no ser humano, por desejar fazer a diferença no palco da existência e por auxiliar na construção de um presente e futuro mais saudável e próspero.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Qualidade de um bom Professor




Aperfeiçoamento contínuo
O bom professor sabe que pode e deve melhorar continuamente como educador. Portanto, se você acha que suas aulas são perfeitas, é sinal de que você tem um problema muito sério. Se você não busca melhorar, porque acredita que seu ensino é perfeito, talvez você deva considerar mudar de carreira, porque é claro que lhe falta o espírito de autocrítica necessário para melhorar como educador.
 Paciência
O professor deve ser paciente. Um dos fundamentos da educação hoje é que nenhuma criança é igual a outra. Algumas precisam de mais tempo e outras de menos para fazer a lição de casa ou entender o que viu na sala de aula. Devemos ser pacientes da mesma maneira com todos os alunos, tanto aqueles que aprendem mais rápido, como os que precisam de mais tempo e atenção. Nosso apoio deve ser firme. O tempo dedicado a ensinar nunca será perdido e devemos sempre demonstrar confiança nos alunos.
 Boa adaptação
Capacidade de adaptação é uma das características mais importantes que todo bom professor deve ter. Todos os dias você terá novos desafios e deve ser capaz de se adaptar e saber lidar com uma quantidade significativa de elementos adversos.
 Facilidade de comunicação
O bom professor deve ter o dom da fala. No processo de comunicação estabelecido todos os dias em sala de aula, você exercerá a maior parte do tempo o papel de "emissor" da informação, mas também será por muitas vezes o "receptor", e as repostas dos alunos nem sempre serão claras e consistentes, como no caso dos primeiros anos do ensino fundamental, e você precisa ser capaz de interpretá-las.
Você não pode esquecer que os seus alunos não serão seus únicos interlocutores. Você também vai precisar se comunicar regularmente com os pais e deve fazê-lo fluentemente e com a mesma confiança e entusiasmo que você conduz suas aulas.
 Saber motivar os alunos
Um bom professor deve encontrar formas de incentivar a motivação de seus alunos. Para desenvolver as habilidades analíticas dos alunos, os educadores devem incentivá-los a considerar o "por quê" de todas as coisas e aceitar que seus julgamentos não precisam sempre coincidir com os do professor.
 Ter empatia
Os melhores professores não se interessam apenas em transmitir as informações pertinentes à sua área do conhecimento, são antes preocupados em desenvolver as habilidades do aluno, contribuindo para formar cidadãos críticos que saibam enfrentar as adversidades da vida.
 Ser capaz de aprender com seus alunos
É essencial que o professor esteja atento às oportunidades de aprender com seus alunos, ou seja, entender o aluno não somente como objeto de reflexão do educador, mas como sujeito do processo educacional. Procure conhecer seus alunos através de perguntas relacionadas às suas atividades extracurriculares e suas opiniões sobre os temas discutidos em sala de aula.



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

AS CINCO OFERTAS DO TABERNÁCULO

Fatos a Respeito das Cinco Ofertas


1- Foram ordenadas ainda que eram voluntárias.
2- Todas, exceto a de manjares, tinham sangue.
3- Todas, exceto a de manjares, eram expiatórias.
4- O sangue derramado era um sacrifício, a entrega de uma vida, uma substituição.

As Cinco Ofertas em Ordem

1 - O holocausto - (com sangue) 1.1-17 e 6.8-13.
2 - A oferta de manjares - (sem sangue) 2.1-16; 6.14-23.
3 - A oferta pacífica - (com sangue) 3.1-17; 7.11-34; 19.5-8; 22.21-25.
4 - A oferta pelo pecado - (com sangue) 4.1-35; 6.24-30.
5 - A oferta pela culpa - (com sangue) 5.14-19; 7.1-17. Cristo como holocausto - Pela perfeita obediência até a cruz.

Significação das  Ofertas

1  - Holocausto - consagração pessoal.
2 - Manjares - Consagração dos bens.
3 - Pacífica - Comunhão com Deus.
4 - De Pecado - Perdão.
5 - De Culpa - Restituição.

A Oferta de Holocausto (Lv 1.1-17; 6.8-13; 7.8)

Era diferente das outras quatro, porque nela a carne da vítima era toda queimada. Representa a consagração pessoal.
As Quatro Qualidades de Animais
No holocausto eram permitidas quatro espécies de animais: a)novilho, b)carneiro, c)bode, d)aves.

Fala do corpo de Cristo apresentado a Deus como uma vida perfeita

A Oferta de Manjares (Lv 2.1-16; 6.14-23; SI 16)

É diferente das outras quatro em cinco pontos:
a) Não era uma vida.
b) Não tinha sangue.
c) Não recebia imposição de mãos.
d) Não havia substituição.
e)  Não era pelo pecado.
Por a mão na cabeça representava identificação do ofertante com a vítima. Na oferta de manjares, não havia substituição do culpado por um inocente.
Esta oferta representa a consagração dos bens. Era um presente, uma dádiva de gratidão a Deus.
Consistia em alimentos: flor de farinha, óleo, sal e espigas tostadas. Junto com estes vinha o incenso. Não era uma coisa rara, mas uma substância que todos podiam ter em casa.

A Oferta Pacífica (Lv 3.1-17; 7.11-34; SI 85)

Diferente de todas as outras, porque nela o ofertante comia uma parte. Na de holocausto tudo era queimado para Deus. Nas outras três, o sacerdote tirava uma parte para si e seus filhos.
Representa a oferta pacífica - a comunhão com Deus e uns com os outros.
Nesta oferta podia ser trazido para sacrifício:
- um novilho ou novilha (3.1-5);
- um cordeiro (3.6-11); - uma cabra (3.12-16).
Não era permitido o sacrifício de pombos, como na do holocausto.

A Oferta pelo Pecado (Lv 4.1-35; 5.1-13; 6.24-30; SI 22; 2 Co 5.21)
Diferenças entre a oferta de pecado e de culpa:
O pecado aqui significa impureza, fraqueza, condição. A culpa é um ato, uma dívida. O pecado é a natureza má, a culpa, o erro. O pecado torna o pecador rejeitado por Deus pelo que é.
A culpa pelo que ele faz. Em Isaías 41.24 Deus diz:
A oferta de pecado é pelo que ele é, e deseja ser salvo.
Quem recusa trazer a oferta de pecado, tem um pecado deliberado. (decidido)

A Oferta de Culpa (Lv 5.14-16; 6.7; 7.1-7; SI 69)

Cumprindo a oferta de culpa é que Jesus é chamado Cor­deiro.
No holocausto podia haver quatro animais a escolher; na pacífica, era gado ou gado miúdo, macho ou fêmea; na oferta pelo pecado, era oferecido uma cabra, mas pela culpa, só "um carneiro sem mancha". Jesus foi apresentado como "...o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" 



sábado, 7 de outubro de 2017

O que é o ósculo santo?

O que é o ósculo santo, uma observação cultural ou mandamento de Jesus?

Cultura é como uma lente através do qual o homem vê o mundo. É a percepção daquilo que é real, e qual é a realidade do mundo. É o modo de ver o mundo, é o sistema de crença que reflete os comportamentos e valores de um povo.

INTRODUÇÃO:
O ósculo santo (em latim: osculum pacis), chamado também de beijo da paz, foi uma forma de saudação usada por Jesus Cristo e seus discípulos, pela ação de beijar a face mutuamente, não somente em regiões onde esse era um costume habitual, mas também entre os cristãos de Roma.

Embora algumas denominações ensinem que ósculo santo era um toque terno e rápido dos lábios cerrados, praticado entre o sexo oposto na fé em Cristo, pelo que se observa atualmente entre a população do Oriente, o ósculo santo consistia em um beijo na face.
  
O apóstolo Paulo não descreveu os detalhes desta saudação, de modo que desse a entender o modo como era procedida com exatidão. Se somente entre pessoas do mesmo sexo ou não. Se na face ou toque de lábios. Ele, entretanto, recomendou aos fiéis da cidade de Corinto, Roma e aos de Tessalônica que saudassem uns aos outros com ósculo santo. O apóstolo Pedro também recomenda a prática em sua epístola aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia (segundo I Pedro) conforme podemos notar nos seguintes trechos bíblicos:

«(...) Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.» (I Coríntios 16:20)
«Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.» (II Coríntios 13:12)
«Saudai a todos os irmãos com ósculo santo.» (I Tessalonicenses 5:26)
«Não me deste ósculo, mas esta (mulher pecadora), desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.» (Lucas 7:45)
«Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz seja com todos vós que estais em Cristo.» (I Pedro 5:14)
«Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo. As igrejas de Cristo vos saúdam.» (Romanos 16:16)

Texto bíblico: Romanos 16:16
“Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam”. Ósculo é beijo. A ordem aqui é que os membros das igrejas de Cristo saúdem uns aos outros com beijo. Para muitas pessoas esse texto é uma afronta contra a masculinidade. Será?
1. Por que o apóstolo Paulo ordena saudar com ósculo santo?
2. Por que o Espírito Santo incluiu tal imperativo na Bíblia?
3. Por que é importante estudar sobre ósculos santos?

I. UM PRINCÍPIO NÃO PODE SER ALTERADO OU NEGLIGENCIADO – Romanos 16:16
1. Um princípio transcultural presente no texto: “Saudai-vos uns aos outros”. A igreja é composta de pessoas que se amam, ou deveriam amar-se; por isso, a saudação e o cumprimento entre os membros são essenciais. Saudar uns aos outros não é opção, é uma ordem bíblica universal, transcultural. Um mandamento, uma ordem divina é um princípio.
2. Um princípio não deve ser alterado ou ignorado: Todo princípio bíblico é útil para o desenvolvimento e a sustentação da igreja. O princípio da saudação não deve ser jamais ignorado, deve sempre ser observado por cada membro do corpo de Cristo. Saudar uns aos outros é um preceito da mutualidade cristã.

II.  UM COSTUME LIGADO AO PRINCÍPIO PODE VARIAR COM O TEMPO E A CULTURA – Romanos 16:16
1. Um costume presente no texto com um significado teológico: “Saudai-vos... com ósculo...” Na sinagoga e posteriormente na igreja cristã a saudação era os homens beijando homens na face e mulheres beijando mulheres. O beijo era utilizado na época para evidenciar o amor cristão na comunidade. O amor é a essência do caráter de Deus, e, a característica principal de quem O conhece.
2. Um costume pode variar segundo a cultura, mas o emblema da saudação deve existir: Saudar com ósculo é uma das maneiras de saudar, a qual pode variar de cultura para cultura. Enquanto que a ordem é universal (“saudai-vos”), a forma, porém, é cultural. Dependendo da cultura a saudação é com beijos, abraços, apertos de mãos, inclinação do corpo para frente, etc. Não importa a forma, sempre devemos expressar atenção e simpatia uns aos outros em todos os lugares.

III. UM EMBLEMA DE AMOR SANTO DEVE CARACTERIZAR TODAS AS IGREJAS DE CRISTO – Romanos 16:16
1. A saudação cristã deve ser sincera: A igreja deve se caracterizar pelo amor, carinho e atenção de uns para com outros. Desta forma, esse amor cristão pelas pessoas é o que nos impulsiona a cumprimentá-las com sinceridade. O cristão não é frio, indiferente e desatento, pois uma fervorosa comunhão cristã caracteriza o amor de Cristo no coração.
2. A saudação deve ser santa para simbolizar o amor de Cristo compartilhado: O beijo jamais deveria ser malicioso, mas santo. A saudação não deve ser hipócrita, pois desta forma falsifica o amor de Cristo. Nunca deve haver fingimento na saudação, mas interesse genuíno em compartilhar o amor de Cristo uns aos outros sempre. Independente da forma emblemática, a saudação deve ser de profunda afeição cristã.

CONCLUSÃO:
1. A saudação é um princípio universal que deve ser praticada em todas as igrejas de Cristo: Embora a maneira de saudar seja cultural, o princípio é o mesmo: “Saudai-vos uns aos outros”. Todo cristão deve ser atencioso e caloroso no trato de uns para com outros em todo e qualquer lugar, seja no mercado, na rua, no trabalho, na escola ou na igreja.
2. O ósculo santo é o emblema do princípio da saudação que deve ser alterado conforme a cultura: Em alguns países causa escândalo dar beijos, pois existem outras formas de cumprimentar-se. Embora o emblema varie com o tempo e a cultura, praticá-lo sem malícia e sinceridade é a maneira de viver o princípio descrito no texto.
3. A saudação prática deve fazer parte da vida de cada membro da igreja de Cristo no mundo inteiro: A saudação do cristão, além de ser verbal, deve ser visível e palpável. Desta forma, o mundo inteiro verá evidências do amor de Cristo presente na Sua igreja.

APELO:
1. Saúdem uns aos outros olhando nos olhos expressando sincera atenção.
2. Saúdem uns aos outros com um forte abraço ou um singelo aperto de mão.

3. Saúdem uns aos outros demonstrando profundo o amor fraternal que vem do Céu.


Schüler, Arnaldo. Dicionário Enciclopédico de Teologia, verbete osculum pacis. Editora da ULBRA, 2002.