sábado, 24 de dezembro de 2016

O PERIGO DA TRADIÇÃO

O VERDADEIRO "ESPÍRITO" NATALINO


1. O Perigo da Tradição

            O mundo está tomado pelo engano da falsa religião que começou desde os dias de Noé, logo após o dilúvio, e se estabeleceu na igreja com o imperador romano Constantino, que foi o culpado pelo surgimento da Igreja Católica Apostólica Romana (na época, é claro, com outro nome).
Para ter mais adeptos, os líderes, que também não eram convertidos, aceitavam pessoas para a igreja sem nenhum tipo de transformação. Cada uma trazia seus rituais, deuses e tradições e, para agradar os membros, procurava-se as características comuns entre a Bíblia e o paganismo e, assim, se aceitava tradições demoníacas, como o Natal.

Jesus advertiu aos seus contemporâneos o seguinte:
“Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” Mateus 15:3
“Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” Marcos 7:6-9

O apóstolo Paulo também advertiu:
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;” Colossenses 5:8
“Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.” Atos 20:29-31
Vemos que o apóstolo Paulo sabia que após a morte dos líderes da igreja, os apóstolos, se levantariam de dentro da própria igreja homens que a conduziriam para o engano.

João também advertiu algumas igrejas de sua época que já estavam se corrompendo:
“Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.” Apocalipse 2:20

Deus já sabia que a Igreja iria se corromper desde o começo. Ele mesmo falou, quando os homens construíam a torre de Babel: “e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é só o começo; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” Gênesis 1:6
Isso significa que a falsa religião começou pouco depois que a terra sofreu o juízo do Dilúvio, construindo Babel (Gênesis 11:9) e, futuramente, no próximo juízo divino sobre a terra, essa Babel será destruída (Apocalipse 17:1,5). Cuidado, portanto, pois você pode estar fazendo parte desta grande prostituta que nada tem com Deus.

2. De onde veio o Natal?

Desde os tempos mais remotos a história, por meio de esculturas e escritos, reflete o respeito e adoração das pessoas pelo sol. É simples entender o porquê: a cada manhã o sol se levanta trazendo visão, calor e segurança, protegendo o homem da fria escuridão da noite cheia de predadores. Sem ele, as culturas entenderam que as colheitas não cresceriam, e a vida no planeta não sobreviveria. Estas realidades fizeram do sol o falso deus mais adorado de todos os tempos.
No hemisfério Norte (do outro lado do mundo), por volta do dia 22 de dezembro, o sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador, ou seja, começa o inverno. Por isso, esse período tinha grande importância para diversas culturas antigas que realizavam grandes celebrações e festivais religiosos com sacrifícios, banquetes, orgias, saudações, doações simbólicas, libertação temporária dos escravos etc.
Nesta época, monumentos eram construídos de forma a estarem orientados para o por do sol e divindades ligadas ao sol eram celebradas. A palavra solstício vem do latim sol e sistere, ou seja, “sol que não se move”. Os Celtas, por exemplo, tratavam esse período como um momento extremamente importante em suas vidas. O inverno ia chegar, longas noites de frio, por vezes com poucos gêneros alimentícios e rações para si e para os animais, e não sabiam se ficariam vivos até a próxima estação. Faziam, então, um grande banquete de despedida e homenagem ao Sol.
Deuses chamados de “filhos do sol” como Hórus, do Egito, Mitra, da Pérsia, e Átis, da Grécia, teriam nascido justamente neste período, mais precisamente no dia 25 de dezembro. Os romanos também celebravam o “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Soli) na festa chamada de Saturnália, dedicada ao templo de Saturno, dia 17 de Dezembro. Saturno era o deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno. Ao longo dos tempos, foi alargada à semana completa, terminando a 23 de Dezembro. Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro como o dia exato de veneração ao sol. A Igreja Católica uniu tudo e estabeleceu o nascimento de Jesus no dia 25 a partir do século IV, mais precisamente no ano 350, pelo decreto do Papa Júlio I.
Outro fato importante a ser mencionado é que os povos antigos criam que esses deuses teriam nascidos de mulheres virgens, facilitando para os católicos mais ainda a assimilação, pois o Messias seria o sol da justiça (Malaquias 4:2) e a luz do mundo (João 8:12), filho de Deus (João 1:18; Lucas 3:22) que nasceria de uma virgem (Isaías 7:14; Lucas 1:27). Mas porque há essa assimilação tão grande?
Como falamos anteriormente, tudo começou em Babel. Foi a partir dali que surgiu a religião com Ninrode, que resolveu se rebelar contra Deus, tornando-se o primeiro deus da história. Esse nome atravessou os séculos com histórias mirabolantes, totalmente distorcidas da verdade. Desde Gênesis 3:15, Deus prometera que de uma forma sobrenatural enviaria seu filho no ventre da mulher para morrer, ressuscitar e destruir o Inimigo. Mas, quando as línguas foram repartidas na torre de Babel (Gênesis 11:4-9), cada povo criou seu “Messias” (Josué 24:2), desprezando o verdadeiro Jesus Messias, que vivia ao mundo no tempo exato nascido da então virgem Maria.
Ninrode (Gênesis 10:8-11), o deus sol, morre e sua esposa Semíramis, cuja imagem está estampada nas cédulas do real, aparece grávida milagrosamente. Esta dá a luz à Tamuz (Ezequiel 8:14-16), que é a reencarnação do deus sol Ninrode, mas este morre e ressuscita. É também a partir deste trio que surgem todos os outros deuses falsos do mundo.
Já que Tamuz é o filho do sol, como os deuses egípcio, grego e persa, então Tamuz também nasceu dia 25 de dezembro.
A palavra natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor que tem sentido de nascer. Do latim, evoluíram também natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, sendo que a palavra natal do castelhano foi substituída por navidad como nome do dia religioso. Já a palavra Christmas do inglês evoluiu de Christ's mass que quer dizer missa de Cristo.

3. O Natal é bíblico?
            Até as informações ditas bíblicas sobre o Natal não são bíblicas. Por exemplo:

- Jesus não nasceu dia 25 de dezembro;
- A Bíblia mostra que os animais não estavam na estrebaria quando ele nasceu;
- Jesus não é visitado por reis-magos;
- Jesus não é visitado por três reis-magos;
- Jesus não é visitado por três reis-magos assim que nasceu;
- Jesus não é visitado por três reis-magos, assim que nasceu, na estrebaria; etc.

Em primeiro lugar, falemos sobre a data do dia 25 de dezembro:
Como já informamos anteriormente, essa data foi posta não por causa de Jesus, mas por causa dos deuses que eram adorados nesta data. Sendo assim, quando Jesus nasceu, então?

Acompanhe as explicações com a ilustração a seguir:
O anjo apareceu a Zacarias no turno de Abias (Lucas 1:5,6,13), ou seja, na metade do 4º mês (I Crônicas 24:7-10).
Contando, a partir daí, alguns dias para a concepção de Isabel (Lucas 1:23,24), chegamos ao começo do 5º mês.
A partir daí, mais 06 meses de gestação de Isabel, quando o anjo anunciou a Maria que ela também ficaria grávida (Lucas 1:26,27,36), chegamos ao final do 10º mês ou início do 11º mês.
Contando mais 09 meses de gestação de Maria, chegamos ao final do 7º mês ou início do 8º mês do próximo ano. Sendo assim, Jesus nasceu no que, para nós, aproximadamente, seria o mês de outubro.
Veja o desenho abaixo que explica essa contagem dos meses:







Bom, além de provar que Jesus nasceu aproximadamente em outubro, vamos agora provar que ele não pode ter nascido em dezembro. Dezembro é um mês em que em Israel neva, portanto:

1 – Se os pastores estavam com os animais no campo na noite do nascimento de Jesus, não podia ser dezembro, mas sim, um período quente onde os animais não conseguiriam pastar no calor da manhã ou da tarde (Lucas 2:8). Sendo assim, o presépio montado nas casas das pessoas é uma mentira, pois não tinham animais em volta de Jesus.
2 – Além disso, o César Augusto não faria um censo em pleno inverno congelante, pois as pessoas teriam que atravessar grandes desertos cobertos de neve para chegar à sua terra natal e não sobreviveriam (Lucas 2:1-3).
3 – A grávida Maria, por exemplo, não aguentaria o frio no deserto indo até Belém num período de inverno (Lucas 2:4,5).
Não há no calendário bíblico nenhum tipo de celebração especial nesta época.

           Falemos agora sobre a visita dos magos:
1 - A Bíblia não cita a quantidade de magos que visitaram Jesus. Só afirma que “uns” magos o visitaram (Mateus 2:1). Provavelmente isso foi confundido por causa do número de presentes que eles entregaram: ouro, incenso e mirra (Mateus 2:11), mas isso não dá base nenhuma para dizer que cada um deu um presente, até porque uma só rainha, por exemplo, trouxe de Sabá para o rei Salomão vários presentes (I Reis 10:1,2,10). No século VII, além da besteira de afirmar que eram três, os magos, eles ainda ganharam nomes populares: Baltazar, Melquior e Gaspar. No século XV, para piorar a história, lhes é atribuído uma etnia: Melquior passa a ser de raça branca, Gaspar, amarelo, e Baltazar, negro, para simbolizar o conjunto da humanidade.
2 - No século V, Orígenes e Leão Magno propuseram chamá-los de reis-magos, porém eles não eram reis, mas sim, magos, ou seja, estudiosos dos astros (astrólogos) ou apenas sábios (Daniel 2:2,10,12-14). Como eles perceberam pela estrela que havia nascido o rei dos judeus (Mateus 2:2), há a possibilidade de eles serem judeus que habitavam na Babilônia ou na Pérsia, mas não quiseram voltar para morar em Jerusalém quando Ciro os libertou (Esdras 1:1-4), aguardando, mesmo distantes, a esperança do Messias. Por exemplo, Esdras e outros israelitas, saíram de Babilônia (Esdras 7:1,6,7; 8:1-20) e Esdras e outros israelitas saíram de Susã (Neemias 1:1-3,11,12) no reinado de Artaxerxes, porém Ester e outros israelitas que estavam também em Susã e em várias outras províncias do Império Medo-Persa, no reinado de Assuero, não voltaram para Jerusalém (Ester 1:2; 2:5-7; 3:6,13; 9:27-31; 10:1-3). Esses judeus que foram honrados pelos persas podem ter dado origem a esses magos que vão visitar Jesus...
3 - Vamos falar agora sobre as condições em que esses magos encontraram Jesus. Em primeiro lugar, Jesus não estava mais numa manjedoura, pois a Bíblia afirma que eles encontraram Jesus já numa casa (Mateus 2:11). Além disso, Jesus já tinha aproximadamente 02 anos, pois, Herodes mandou matar as crianças de 02 anos para baixo, de acordo com o tempo em que os magos viram a estrela e começaram a procurar Jesus (Mateus 2:7,16). Sendo assim, essa é mais uma mentira do presépio, pois os magos não estavam ali em volta da manjedoura.

4. Significados dos símbolos natalinos
4.1. Árvore de Natal



Povos indo-europeus consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Natureza, por isso lhes rendiam culto. No inverno, quando caíam as folhas do carvalho, a mais poderosa das árvores, os povos faziam rituais para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido. Para muitos, a árvore também representava Ninrode reencarnado em Tamuz, isso porque as árvores representavam a evolução e elevação do homem da terra para o céu. Enterra-se o morto debaixo da terra e dela surgem as árvores...
A civilização egípcia trazia galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro. Mas o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades deste mesmo dia do ano. Os druidas também acreditavam que os espíritos dos seus deuses residiam nas árvores, como por exemplo, o Merlin Taliesin, o grande conselheiro das histórias do rei Arthur. Diz a lenda que ele foi preso para sempre em um carvalho.
Alega-se que no cristianismo a menção à árvore começou na Alemanha no século XIV e foi para os Estados Unidos durante a colonização, que se espalhou por todo o mundo. Para associar a idolatria ao cristianismo, foi usada a própria Bíblia que compara o Senhor Jesus a uma árvore (João 15:1).
Mas a Palavra é contra a adoração às árvores que já existiam desde os tempos antigos (Êxodo 34:13; Deuteronômio 12:1-3; Juízes 6:25-30; I Reis 14:23; 15:13; 18:19; II Reis 16:4; 17:10,16; 18:4; 21:7; 23:4-7; II Crônicas 28:4; Isaías 27:9; 44:15; Jeremias 3:9; Ezequiel 20:32; Romanos 1:18-25) e Deus proíbe até colocar uma planta ao lado do Seu altar, para não induzir o povo à idolatria (Deuteronômio 16:21,22).
Abaixo vamos ver algumas árvores idolatradas e os deuses que elas representados, de acordo com a região que era adorada. Entre elas, podemos ver o deus Átis, que já mencionamos antes como o filho do sol nascido dia 25 de dezembro. Note qual árvore ele representa e perceba que não é coincidência...

4.2. Bolas de Natal


Na Roma Antiga, os romanos penduravam máscaras de Baco, o deus do vinho, em pinheiros para comemorar a festa da Saturnália, que mencionamos anteriormente. Mas não eram só os romanos que enfeitavam as árvores. Na verdade, os povos antigos penduravam nas árvores cabeças de seus inimigos, escravos ou virgens para oferecer à divindade das árvores.
A Bíblia cita que o povo de Israel, ao se misturar com os povos pagãos, idolatrava debaixo das árvores, dando a entender que chegaram até a oferecer como sacrifício seus próprios filhos às árvores (Deuteronômio 12:2; Isaías 57:5; Jeremias 3:6,13; 17:2; Ezequiel 6:13; 20:28-32).
Note que geralmente hoje as bolas que enfeitam as “árvores de Natal” são de um material que reflete justamente nossas cabeças, ao ficarmos de frente para elas.

4.3. A Estrela de Cinco Pontas
É utilizada como símbolo de Ninrode, da deusa romana Vênus, do próprio Satanás e outros deuses pagãos.
Foi símbolo da deusa romana Vênus por causa da equivocada retroação de sua órbita e por que as pontas lembram a cabeça e os outros quatro membros do corpo, duas mãos e dois pés. Como a Grande Mão, sua vagina e útero ficavam para cima abertos, representando a fertilidade.
Também representa os quatro elementos (água, terra, fogo e ar) coordenados por um espírito, sendo considerado um talismã para muitos até hoje, inclusive na Cabala.
No Satanismo, a estrela é a representação oculta do bode que representa Satanás, como vemos na figura ao lado.
Independente do real significado da estrela que colocam em cima das árvores de Natal, uma coisa é verídica: Adoração aos astros também é idolatria (Deuteronômio 4:19; 17:3; II Reis 17:16; 21:3; Jeremias 7:18; 8:2; 19:13; 44:17; Ezequiel 8:16; Sofonias 1:5) e, sem percebemos, estamos dando brechas para o Inimigo atuar em nossa casa.

4.4. Presépio


No ano de 1223, no lugar da tradicional celebração do natal na igreja, São Francisco, tentando reviver a ocasião do nascimento do Menino Jesus, festejou a véspera do Natal com os seus irmãos e cidadãos de Assis na floresta de Greccio, com a permissão do Papa, montando um presépio de palha com pessoas e animais reais.
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteceram, a partir daí, durante as Missas de Natal, serviram de inspiração para que se criasse o presépio e também a idolatria às imagens dos “santos”. Além da idolatria, quando faz-se o presépio, dá-se ênfase ao “menino” Jesus, esquecendo que Ele cresceu, morreu, ressuscitou e está a destra do Pai nas alturas. Quando lembramos do menino, esquecemos de Seu plano de salvação e engrandecemos à Maria, que já não é mais virgem.
Em primeiro lugar, devemos nos lembrar que não precisamos de imagens de escultura (Êxodo 20:4; Levíticos 26:1; Deuteronômio 5:8; 27:15; II Crônicas 33:19; Salmos 78:58; 97:7; Isaías 42:8,17; 44:9,10; 45:20; Jeremias 8:19; 50:38; 51:47,52; Miquéias 1:7; 5:13; Naum 1:14) e que Maria é apenas uma mulher, não devendo ser adorada ou considerada como a “mãe de Deus” (Mateus 12:46-50; João 2:3,4; 19:25-27; I Timóteo 2:5).

4.5. Sinos


As renas carregam sinos de anúncio e de convocação. O sino simboliza o respeito ao chamado divino e representa o ponto de comunicação entre o céu e a terra. Em cada igreja católica e em cada cemitério existe um sino.

4.6. Velas

Representam o fogo do recém nascido deus sol. Os pagãos do mundo todo apreciam e usam velas em seus rituais e cerimônias. O uso extensivo de velas é normalmente uma boa indicação que o serviço é pagão, não importa qual seja o traje exterior (espiritismo, macumba, catolicismo...).
A vela em seu uso habitual, como nos dias em que falta energia, não tem problema algum, seja que tipo de vela for. Mas se quisermos interceder por alguém, não precisamos de nenhum objeto específico. Nossa oração basta. Aliás, se uma pessoa já está morta, já não restam mais orações, pois assim que morremos já existe juízo sobre nós e não adianta mais nenhum tipo de missa ou pedido (Hebreus 9:27).

4.7. Guirlanda


Os druidas tiravam o visco das árvores em cerimônias especiais cinco dias depois da lua nova, seguindo o solstício de inverno. Ao recolhê-lo, eles sacrificavam dois touros brancos enquanto rezavam e os padres distribuíam raminhos de visco para as pessoas, que acreditavam que seriam protegidas de espíritos maus e tempestades, colocando essas coroas nas portas de suas casas.
Fazendo uma assimilação, os católicos alegaram que essas coroas dos druidas lembravam a coroa de espinhos que foi cravada na cabeça de Jesus.
Coroas como essa são utilizadas em sepultamentos como homenagem aos mortos.

4.8. Azevinho


A igreja proibiu o uso de guirlandas de qualquer tipo, alegando relação com idolatria. Como substituto, sugeriu azevinho, que é um tipo de arbusto predominante no inverno do oriente e da Europa. As folhas pontudas e afiadas simbolizavam os espinhos na coroa de Cristo e as frutinhas vermelhas, as gotas de seu sangue. O azevinho aqui na Brasil aparecem muito nas toalhas de mesa e nos panos de prato comemorativos do Natal.
O ano celta é dividido em duas partes diferentes: a parte clara ou crescente, mitologicamente governada pelo Rei Carvalho e a parte escura ou decrescente, governada pelo Rei Azevinho. A história é a batalha dos irmãos gêmeos Rei Carvalho e o Rei Azevinho:
Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que governa, e temos dias claros e longos, com o sol intenso. A figura do Rei Carvalho é representada por um jovem forte, audacioso, corajoso. A cada novo dia o sol torna-se mais forte, até que se apresenta cansado, as suas forças já não são as mesmas e trava a batalha com o seu irmão, o Rei Azevinho (escuridão), que consome o que resta das suas forças. O Rei Carvalho é vencido, sendo o trono ocupado pelo Rei Azevinho. O Rei Azevinho é representado com um ancião, sábio e bondoso, que traz o Inverno do Norte, usa peles de animais e uma coroa de azevinho. O Rei Azevinho perde o trono para o seu irmão, o Rei Carvalho, no final do ano, começando, assim, o novo ano, onde o ciclo se repete.
Note que um ancião bondoso que vem do Norte, no inverno, lembra alguém, certo?

4.9. Papai Noel


Existem muitas lendas sobre a verdadeira origem da figura do Pai Natal, no português de Portugal, ou Papai Noel. O termo papai é brasileiro, mas Noel significa Natal em francês. Dizem, por exemplo, que o personagem foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira na Turquia, do século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, doando um saco com moedas de ouro.
Um dos ajudou a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova Iorque, que lançou o poema Uma visita de São Nicolau, em 1822, escrito para seus seis filhos. Ali divulgava a versão de que Noel viaja num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato dele entrar pela chaminé.

Antigamente, Noel usava cores que tendiam mais para o marrom e costumava usar uma coroa de azevinhos na cabeça, mas não havia um padrão. Em alguns lugares na Europa algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo, em vez do gorro vermelho, uma mitra episcopal. Foi o cartunista alemão Thomas Nast, em 1886 na revista Harper’s Weeklys que pintou o Papai Noel pela primeira vez do que se têm notícias, de vermelho, e em 1931 a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária o vestindo ao mesmo modo de Nast, casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto, o que foi bastante conveniente, já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha, destinada a promover o consumo de Coca-Cola no inverno (período em que as vendas da bebida eram baixas na época), fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.
A lenda atual diz que Papai Noel mora numa terra de neve eterna, ou seja, nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia. O parque conhecido como Santa Park se tornou uma atração turística do local. Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se auto declarou como a residência de verão do Papai Noel. Há ainda, na cidade de Gramado-RS, a Aldeia do Papai Noel. Ele vive com sua esposa Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e nove renas voadoras, preparando o ano todo na oficina com o auxílio dos elfos, os brinquedos para serem entregues às crianças bem comportadas do mundo todo na véspera do Natal, dia 24 de dezembro, com a ajuda das renas que puxam o trenó.
Com esse fim, pais enganam as crianças do mundo todo que escrevem para o “Papai Noel”, contando o que querem ganhar de presente. O sistema de Correios em vários países nesta época recebe milhares de correspondências e, para incentivar a mentira, instituições específicas ou os próprios pais, compram o que muitas dessas crianças pediram. Para isso, já até criaram um endereço oficial para o envio dessas correspondências: Santa Claus, 96930, Círculo Polar, Finlândia. O objetivo satânico nisso e no coelho da Páscoa é fazer com que, quando crescerem, as crianças descubram que isso é mentira e descreiam de tudo o que se prega, principalmente a Bíblia. O ato de fazer pedidos escritos aos deuses e santos, e até mesmo a Deus, é bem antigo.
É comum também encontrar pessoas com os trajes específicos, rechonchudo, alegre e de barba branca em shopping centers, praças centrais das cidades, ruas importantes, hospitais e estabelecimentos públicos com objetivo de tirar fotos com as crianças e “ouvir” os seus pedidos. Mas isso é mais sério do que pensamos. Quem está por detrás do Papai Noel é o próprio espírito do Anticristo. Entenda o porquê:
Tem cabelos brancos como a lã (Apocalipse 1:14), tem barba (Isaías 50:6), veste-se de vermelho (Apocalipse 19:13), a hora da sua chegada é surpresa (Lucas 12:40; Marcos 13:33), é carpinteiro, pois fabrica brinquedos de madeira (Marcos 6:3), entra nas casas como um ladrão (Mateus 24:43-44), é onipotente, pois pode entregar todos os brinquedos no mundo inteiro em uma noite só (Apocalipse 19:6), é onisciente porque conhece o comportamento de cada criança do mundo (Hebreus 4:13; I João 3:20), nunca morre, ou seja, é eterno (Apocalipse 1:8; 21:6), é juiz, pois define quem foi bom ou mal durante o ano todo (Romanos 14:10; Mateus 25:31-46), é pai (Isaías 9:6) etc. Todas essas comparações que acabamos de descrever são comparações com o próprio Senhor Jesus. A tradição do Papai Noel, portanto, é totalmente maligna.

4.10. Elfos


Dependendo da cultura, celta, anglo saxônica, germânica, nórdica e grega, este ser terá um nome e características diferentes, tal como gnomo, duende, fada, demônio, ninfa, fantasma, orixá etc.
Alguns citam os elfos como seres mais belos e luminosos que os humanos, mas hoje muitos o vêem como seres pequenos e feios, de caráter sinistro, como os duendes e gnomos, que, com suas travessuras, aborrecem os homens. São retratados como seres sensíveis, quase imortais, guerreiros, sábios e com poderes mágicos. São semideuses da natureza e da fertilidade que vivem nas florestas, em fontes ou lugares naturais, como as fadas e os orixás e podem atravessar portas e paredes como se fossem fantasmas.
Um poema composto por volta de 1020, o Austrfaravísur ("Versos da Jornada para o Leste"), Sigvat Thordarson diz que, por ser cristão, recusou-se a entrar em um lar pagão, na Suécia, porque um sacrifício aos elfos estava em curso. Provavelmente, tal sacrifício envolvia uma oferenda de alimentos como culto aos ancestrais onde se invocava através de feitiçaria e bruxaria as curas milagrosas desses espíritos, como faziam os gregos com os demônios. Uma lenda diz que se alguém espalhar folhas de escambroeiro ou espinheiro-cerval (frutos purgativos) em um círculo e dançar dentro dele sob a lua cheia, aparecerá um elfo. O dançarino deve ver o elfo e dizer "Pare e me dê a bênção!" antes que ele fuja. O elfo atenderá então a um desejo.
Foi associado os elfos com Freyr, o deus nórdico do Sol e o termo elfo tem ligação com a palavra sol nessa língua, ou seja, Alfrothul, que é o Raio Élfico. Daí está a ligação desses seres com o Natal, ou seja, o dia do culto ao sol. Esses supostos ajudantes do Papai Noel na verdade são espíritos malignos, que obedecem ao Inimigo.

4.11. Renas


A rena é um cervídeo de grande porte, com chifres, que vive em manadas e habita latitudes altas, como as regiões árticas do norte do Canadá, Alasca, Rússia, Escandinávia e Islândia. Sazonalmente, migra grandes distâncias para parir as crias. Também pode nadar. Possui pernas compridas, com cascos afiados e patas peludas que garantem a tração sobre terrenos congelados. Geralmente, a rena é silenciosa, mas seus tendões produzem ruídos secos e agudos que podem ser ouvidos a grandes distâncias quando viaja em grandes grupos.
Por tudo isso, as renas foram as escolhidas para puxar o trenó do “bom velhinho” na Europa, no século XIX. A quantidade de renas é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph que teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que guia as outras durante as tempestades a partir do ano 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998).
Os nomes das renas são: Rudolph (Rodolfo), Dasher (Corredora), Dancer (Dançarina), Prancer (Empinadora), Vixen (Raposa), Comet (Cometa), Cupid (Cupido), Donner (Trovão) e Blitzen (Relâmpago). Note que entre elas existe uma que é o Cupido, um deus da mitologia grega.
A agência que controla o espaço aéreo americano (North American Aerospace Defense Command) também instalou um "Santa Tracker" ("Rastreador de Santa" Claus) em sete idiomas, onde se pode ver a localização atual e as próximas paradas de Papai Noel, acompanhado de suas legendárias renas. O programa de rastreamento do Papai Noel pela agência é uma tradição que data de 1955, quando um anúncio no jornal Colorado veio com o número telefônico para conectar as crianças com o bom velhinho e algumas chamadas, por erro, caíram numa linha da NORAD.

4.12. Boneco de Neve


Para reafirmar a questão da celebração da entrada do inverno, um dos símbolos dessa época, por mais que aqui no hemisfério sul seja severamente quente, é utilizado o boneco de neve que, onde neva, é colocado duas bolas grandes de neve uma sob a outra, um cachecol, uma cenoura para fazer o nariz, um chapéu, laranjas para fazer os olhos e galhos para servir de pés e mãos.

4.13. Bota na janela


Para aumentar a ilusão das crianças, a tradição pede que se coloque uma bota, sapato ou até meia na janela para que, quando o Papai Noel passar, coloque o presente ali. Isso surgiu por causa da nossa necessidade, tendo em vista que aqui, no hemisfério sul, não temos chaminés.
Em cima disso criou-se lendas de que o Papai Noel de longe acerta os presentes exatamente dentro do calçado.

5. O Verdadeiro espírito natalino

O que, na verdade, está por detrás desse espírito natalino que cerca as pessoas nessa época do ano? Quando ouvimos falar de bondade, perdão, paz, alegria, fraternidade e outras coisas mais, logo pensamos: Que coisa bonita! Isso é coisa de Deus! Mas, na verdade, por mais que essa confraternização toda se pareça com anjo de luz, é o Inimigo usando as doutrinas do Kardecismo, levando os homens a acreditarem que podem se aproximar de Deus, não através de Jesus, mas sim, das boas obras. Como ato fraternal, empresas respondem às cartas das crianças dirigidas ao Papai Noel, geralmente de orfanatos ou favelas. Quanto à Jesus, o Inimigo usa o catolicismo para mostrar que este ainda é um menino, um pobre menino, que precisa de sua mãe Maria. E o mundo segue enganado com todas essas bobagens, mentiras e hipocrisia.
Cada vez mais vemos o mundo tomado pelo espírito do consumismo. Todos, sem exceção, querem fazer compras, roupas novas, presentes. Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.
Aqui no Brasil, a partir do ano 1990, quando a cantora Simone lançou um CD sobre o Natal, virou febre as músicas natalinas fazerem sucesso, principalmente no meio evangélico, onde as gravadoras usam do nome de Jesus para acumularem riquezas. A desculpa? Os anjos cantaram no dia do nascimento de Jesus... Mas deixo aqui bem claro que não era a celebração do nascimento de Jesus. Jesus nunca mandou comemorar Seu nascimento, mas sim, sua morte.

Todo mundo quer uma fatia do bolo:
- As editoras lançam livros sobre “a história do Natal”;
- As gravadoras e igrejas atraem pessoas com as “músicas ou cantatas de Natal”;
- As lojas de material de construção lucram com as tintas outros materiais para reformar a casa saudando o “espírito” do Natal. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prêmio;
- As papelarias ganham dinheiro com a venda de cartões natalinos;
- Os ramos alimentícios ganham com as comidas para a ceia, tais como rabanada, bolinho de bacalhau, pernil e panetone. O triste é que as pessoas mal têm dinheiro para se alimentarem durante o ano e fazem altas dívidas para comprar determinados alimentos que aumentam o preço nesta época;
- As lojas de departamentos ganham muito com as “decorações natalinas” tipo pisca pisca, toalhas de mesa e panos de prato com azevinho, roupas de Papai Noel, os presépios da idolatria, árvores de Natal, presentes para o Amigo Oculto que os funcionários de empresas e amigos geralmente fazem nesta época;
- Aumenta o turismo na cidade por causa, por exemplo, da árvore do Leblon;
- Os Correios, ainda que estejamos numa época avançada tecnologicamente, ainda tem mais trabalho nesta época por causa das trocas de cartões e da famosa “carta para o Papai Noel”;
- Os artistas ganham tirando fotos instantâneas com as crianças nos shoppings e ruas principais;
- Os que não têm como fazer uma renda extra também podem ganhar com as famosas “Caixinhas de Natal”, onde os consumidores, além de já terem pago, por exemplo, a rodada do taxi, da van ou da Kombi, ainda são incentivados a deixarem um troco na caixinha. E não são só os motoristas que ganham, mas os barbeiros, garis, correios etc.;

O resultado de tudo isso são bebidas alcoólicas que geram graves acidentes, grandes dívidas que a maioria da população não tem como pagar e acabam sujando o nome no SPC e Serasa, idolatria e celebração aos demônios que, como sempre, trabalham no oculto, se fingindo de outros seres.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

64 REGRAS PARA PREGADORES

Pregador, Salva a Ti Mesmo


"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres, porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes." I Tm 4.16

Não vou pregar a pregadores, mas apenas sugerir algumas condições sob as quais poderão apossar-se da salvação prometida nesse texto.
1. Cuida em ser constrangido pelo amor a pregar o evangelho, como o foi Cristo a providenciar um evangelho.
2. Cuida em ter o revestimento especial de poder do alto, pelo batismo do Espírito Santo.
3. Cuida em ler a vocação, não apenas da cabeça, mas do coração, para empreenderes a pregação do evangelho. Com isso quero dizer: sê cordial e intensamente inclinado a buscar a salvação de almas como a grande missão da tua vida; e não empreendas aquilo a que teu coração não te impelir.
4. Mantém constantemente a comunhão íntima com Deus.
5. Faze da Bíblia o teu Livro dos livros. Estuda-a muito, de joelhos, esperando iluminação divina.
6. Acautela-te de depender dos comentários. Consulta-os quando convier: porém julga por ti mesmo. à luz do Espírito Santo.
7. Guarda-te puro -- em propósito, em pensamento, em sentimento, em palavras e em ações.
8. Contempla a culpa dos pecadores e o perigo que correm, para que se intensifique teu zelo pela sua salvação.
9. Também pondera profundamente e demora-te diante do infinito amor e compaixão de Cristo por eles.
10. Ama-os de tal modo a estares pronto a morrer por eles.
11. Dedica os esforços da tua mente ao estudo de meios e modos de salvá-los. Faze disso o grande e intensivo estudo da tua vida.
12. Recusa-te a ser desviado dessa obra. Guarda-te contra toda tentação que arrefeça teu interesse nela.
13. Crê na afirmação de Cristo, de que ele está contigo nessa obra sempre e em todo lugar, para dar-te todo o auxílio necessário.
14. "O que ganha almas é sábio": e "se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera: e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé". Lembra-te, portanto, que tens a obrigação de possuir a sabedoria que ganhará almas para Cristo.
15. Sendo chamado por Deus para a obra, faze dessa tua vocação o argumento constante junto a Deus, para dele obteres tudo que precisares para a execução da obra.
16. Sê diligente e laborioso, "a tempo e fora de tempo".

17. Conversa muito com todas as classes dos teus ouvintes sobre a questão da salvação, a fim de compreenderes suas opiniões, erros e necessidades. Verifica seus preconceitos, sua ignorância, seu humor, seus hábitos e tudo mais que precisares saber a fim de adaptares tua instrução às suas necessidades.
        18. Cuida em que teus próprios hábitos sejam corretos em todo sentido; que sejas temperado em todas as cousas:
  livre da mancha ou odor do fumo, do álcool, das drogas, de tudo que terias motivo para envergonhar-te e que sirva de tropeço a outros.
       19. Não sejas "de mente leviana," antes "põe o Senhor continuamente diante de ti".
       20. Controla bem tua língua e não te dês a conversas frívolas e sem proveito.
        21. Deixa sempre que o povo observe que o tratas com a mais absoluta seriedade tanto no púlpito como fora dele: e não permitas que o convívio diário com as pessoas neutralize tua mensagem no domingo.
22. Resolve "nada saber" entre teu povo "senão a Jesus e este crucificado": e deixa claro que, na qualidade de embaixador de Cristo, teus negócios com eles dizem respeito inteiramente é salvação da alma.
23. Tem cuidado de ensiná-los não só por preceito, mas também pelo exemplo. Pratica tu mesmo o que pregas.
24. Tem cuidado especial no relacionamento com o sexo feminino, a fim de jamais levantares pensamento ou desconfiança da menor impureza em ti mesmo.
25. Vigia os teus pontos fracos. Se fores por natureza dado a jovialidade e brincadeiras, vigia ocasiões de falha nesse setor.
26. Se fores por natureza carrancudo e insociável, vigia contra o mau humor e a insociabilidade.
27. Evita toda a afetação e fingimento. Sê aquilo que professas ser, e não serás tentado a "fazer de conta".
28. Que a simplicidade, a sinceridade e a correção cristã, assinalem toda a tua vida.
29. Passa muito tempo, diariamente pela manhã e à noite, em oração e comunhão direta com Deus. Isso te trará poder para a salvação. Não há erudição nem estudo que compense a perda dessa comunhão. Se deixares de manter comunhão com Deus, "te enfraquecerás e serás como qualquer outro homem".
30. Acautela-te do erro que afirma não haver participação do homem na regeneração nem, por conseguinte, ligação entre esta participação e o resultado final, ou seja, a regeneração da alma.
31. Compreende que a regeneração é uma transformação também moral e, portanto, voluntária.
32. Compreende que o evangelho se destina a transformar o coração dos homens, e, apresentando-o sabiamente, podes contar com a cooperação eficiente do Espírito Santo.
33. Na escolha e no tratamento dos textos para teus sermões, procura sempre a orientação direta do Espírito Santo.
34. Que todos os teus sermões sejam do coração e não apenas da cabeça.
35. Prega à base da experiência, e não por ouvires dizer, nem apenas pela leitura e estudo.
36. Apresenta sempre o assunto que o Espírito Santo põe no teu coração para a ocasião. Lança mão dos pontos que o Espírito apresentar à tua mente, e apresenta-os tão diretamente quanto possível à congregação.
37. Entrega-te à oração sempre que fores pregar, e vai do aposento para o púlpito com o gemidos íntimos do Espírito procurando expressão nos teus lábios.
38. A tua mente deve estar plenamente imbuída do assunto, de maneira que este esteja procurando expressão: abre a boca e deixa as palavras saírem como torrente.
39. Vê que não esteja sobre ti o "temor do homem que arma um laço". Deixa o povo compreender que temes muito a Deus para temê-los.
40. Não deixes nunca que a tua popularidade com o povo tenha influência sobre a tua pregação.
41. Não deixes nunca que a questão de salário te detenha de "declarar todo o conselho de Deus", "quer ouçam quer deixem de ouvir".

42. Não contemporizes, para não acontecer perderes a confiança do povo e assim falhares em salvá-los. Eles não poderão respeitar-te integralmente como embaixador de Cristo, se perceberem que te falta coragem para cumprires o teu dever.
43. Cuida em te "recomendar à consciência de todo homem, na presença de Deus".
44. Não sejas "cobiçoso de torpe ganância".
45. Evita toda aparência de vaidade.
46. Inspira o respeito do povo pela tua sinceridade e sabedoria espiritual.
47. Não deixes hem de longe que imaginem que possas ser influenciado na pregação por questões de salário maior, menor ou nenhum.
48. Não dês a impressão de que aprecias uma boa mesa e gostas de ser convidado para jantar; pois isso será um laço para ti e uma pedra de tropeço para eles.
49. Subjuga o teu corpo, para que, tendo pregado o outros, não venhas tu mesmo a ser desqualificado.
50. Vela pelas almas, como quem deve prestar contas a Deus.
51. Sê diligente no estudo, e instrui cabalmente o povo em tudo que é essencial à salvação.
52. Jamais bajules os ricos.
53. Sê particularmente atencioso às necessidades e à instrução dos pobres.
54. Não te deixes levar à transigência com o pecado pelo suborno de festas beneficientes.
55. Não te deixes tratar publicamente como mendigo, pois do contrário virás a merecer o desprezo de larga classe dos teus ouvintes.
56. Repele toda tentativa de fechares a boca a tudo quanto for extravagante, errado ou prejudicial entre o teu povo.
57. Mantém a tua integridade e independência pastorais, para não cauterizar a consciência, apagar o Espírito Santo e perder a confiança do povo e o favor de Deus.
58. Sê o exemplo do rebanho: permite que a tua vida ilustre o teu ensino. Lembra-te de que as tuas ações e espírito ensinarão com ainda maior ênfase do que os teus sermões.
59. Se pregas que os homens devem servir a Deus e ao próximo por amor, cuida em fazer o mesmo e evita tudo que possa dar a impressão de que trabalhas por salário.
60. Serve ao povo com amor e anima-os a retribuir, não com o equivalente em dinheiro, mas com a retribuição do amor, que proporcionará refrigério tanto a ti como a eles.
61. Repele toda proposta para angariar fundos para ti ou para o trabalho da igreja junto a homens mundanos, embora sejam solícitos.
62. Repele as festas e reuniões sociais dispersivas, principalmente nas épocas mais favoráveis a esforços unidos para a conversão de almas a Cristo. Podes estar certo de que o diabo procurará desviar-te nessa direção. Quando estiveres orando e planejando um avivamento da obra de Deus, alguns mundanos da igreja te convidarão a uma festa. Não vás, pois se fores, terás uma série de festas, que virão anular as tuas orações.
63. Não te deixes enganar: o teu poder espiritual perante o povo nunca crescerá pela aceitação de tais convites em tais épocas. Se a ocasião é boa para festas, porque o povo está folgado, também é boa para reuniões religiosas, e tua influência deve ser aplicada para atrair o povo à casa de Deus.

64. Cuida em conhecer pessoalmente e viver diariamente a pessoa de Cristo.

Extraído do livro de Charles Finney -
 Página 60 capitulo 9

sábado, 17 de dezembro de 2016

A ARCA DE NOÉ

A ARCA DE NOÉ         
"Quantos anos Noé levou para construir a arca?"

Ao lermos a citação bíblica em Gênesis 6.3, deparamos com a seguinte afirmação: "Então disse o Senhor: não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos".
De imediato, julgamos tratar-se de um limite de idade, preestabelecida para cada um, individualmente, desde que muitos deles atingiram a cifra de quase um milênio de anos, conforme viveram Adão, Sete, Enos, Quenã, Jarede e Metuselá, o que mais viveu. (No entanto, se meditarmos sobre o versículo supracitado, chegaremos à conclusão de que a palavra homem foi tomada como um coletivo generalizado de toda a raça humana.
Não contenderá o meu espírito para sempre com o homem (3). O significado da palavra hebraica aqui traduzida como "contenderá" é alvo de muita controvérsia. Também pode significar governar, agir, habitar, ou presidir. Esta sentença, portanto, seria melhor traduzida como: "O espírito que tenho dado a ele nem sempre agirá no homem". "Espírito", aqui é a respiração animadora referida em Gn 2.7; não se trata do Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, mas, estando aquele relacionado ao Espírito, representa uma presidência especial ou governo dentro do homem. O espírito de um homem, dado por Deus, age nele enquanto anima e governa sua natureza corpórea.
Porque ele também é carne (3). "Carne", neste contexto, pode sugerir meramente o aspecto animal ou sensual do ser do homem. A significação do versículo é que Deus retiraria o governo do "espírito" do homem, visto que o próprio homem, de sua parte,
também já se tinha feito meramente "carne" que perece.
Entendemos, portanto, que os 120 anos equivalem à duração daquela dispensação antediluviana, após o julgamento divino.
Noé estava com 480 anos, quando Deus lhe ordenou a construção da arca. Vinte anos após já com 500 anos de idade, é que lhe nasceu o seu filho primogênito, conforme Gênesis 5.32. Seus três filhos vieram ao mundo e já encontraram o pai em plena atividade, ocupado na construção da arca. Cem anos após o nascimento de Sem, contando Noé 600 anos, veio o dilúvio que fez chover 40 dias e 40 noites, permanecendo Noé, esposa, filhos, noras e os animais, na arca, um ano e 17 dias: Gn 7.10,11; 8.14.
Deus concedeu um prazo de 120 anos para que a humanidade se arrependesse.
Mas como não deram crédito à mensagem do pregoeiro da verdade sucumbiram pelas águas do dilúvio.

A prova de que os 120 anos equivalem ao fim de uma dispensação, após o juízo de Deus, é ter Noé vivido, após o dilúvio, 350 anos: Gn 9.28.
Não contenderá o meu espírito para sempre com o homem (3). O significado da palavra hebraica aqui traduzida como "contenderá" é alvo de muita controvérsia. Também pode significar governar, agir, habitar, ou presidir. Esta sentença, portanto, seria melhor traduzida como: "O espírito que tenho dado a ele nem sempre agirá no homem". "Espírito", aqui é a respiração animadora referida em Gn 2.7; não se trata do Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, mas, estando aquele relacionado ao Espírito, representa uma presidência especial ou governo dentro do homem. O espírito de um homem, dado por Deus, age nele enquanto anima e governa sua natureza corpórea.
Porque ele também é carne (3). "Carne", neste contexto, pode sugerir meramente o aspecto animal ou sensual do ser do homem. A significação do versículo é que Deus retiraria o governo do "espírito" do homem, visto que o próprio homem, de sua parte,
também já se tinha feito meramente "carne" que perece.

Considerando o cúbito como 45 cm, a arca teria mais ou menos 140 metros de comprimento e 25 metros de largura. Foi construída com três conveses, e com a altura de mais ou menos 15 metros.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

      RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


O evangelicalismo brasileiro apresenta características apreciáveis e preocupantes. Entre estas últimas está o gosto por novidades. Líderes e fiéis sentem que, para manter o interesse pelas coisas de Deus, é preciso que de tempos em tempos surja um ensino novo, uma nova ênfase ou experiência. Geralmente tais inovações têm sua origem nos Estados Unidos. Assim como outros países, o Brasil é um importador e consumidor de bens materiais e culturais norte-americanos. Isso ocorre também na área religiosa. Um movimento de origem americana que tem tido enorme receptividade no meio evangélico brasileiro desde os anos 80 é a chamada teologia da prosperidade. Também é conhecida como “confissão positiva”, “palavra da fé”, “movimento da fé” e “evangelho da saúde e da prosperidade”. A história das origens desse ensino revela aspectos questionáveis que devem servir de alerta para os que estão fascinados com ele.


Ao contrário do que muitos imaginam, as idéias básicas da confissão positiva não surgiram no pentecostalismo, e sim em algumas seitas sincréticas da Nova Inglaterra, no início do século 20. Todavia, por causa de algumas afinidades com a cosmovisão pentecostal, como a crença em profecias, revelações e visões, foi em círculos pentecostais e carismáticos que a confissão positiva teve maior acolhida, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. A história de seus dois grandes paladinos irá elucidar as raízes dessa teologia popular e mostrar por que ela é danosa para a integridade do evangelho.


Na década de 80 o Brasil foi tomado por um movimento que atraiu e ainda atrai milhares de pessoas para as igrejas evangélicas, mas pouca gente conhece a fundo a história da teologia da prosperidade.
Essek M. Kenyon
O pioneiro desse movimento foi o pastor Essek M. Kenyon(1867-1948), mas o maior divulgador foi Kenneth Hagin (1917-2003). A teologia da prosperidade busca a interpretação de uma série de textos bíblicos para fazer com que os fiéis entendam que Deus tem saúde e bênçãos materiais para entregar ao seu povo.

O teólogo Zwnglio Rodrigues recorda um trecho do livro “O Nome de Jesus” escrito por Hagin: “Por que, pois o diabo – a depressão, a opressão, os demônios, as enfermidades, e tudo mais que provém do diabo – está dominando tantos cristãos e até mesmo igrejas? É porque não sabem o que pertence a eles. (1999, p. 37)”.
Kenneth Hagin
Rodrigues explica que quando o autor diz que o povo não sabe o que lhes pertencem quer dizer que desconhecem seus direitos. Os pastores da teologia da prosperidade tentam ensinar esse conhecimento aos seguidores.
“É a respeito do desfrute destas coisas [saúde e prosperidade] que os cristãos mantêm-se ignorantes, dizem os pregadores da confissão positiva”, lembra o teólogo.
As igrejas que pregam a Teologia da Prosperidade
A prova de que a Teologia da Prosperidade tem atraído cada vez mais fiéis é o crescimento das igrejas neopentecostais que a disseminam, entre elas pode citar a Internacional da Graça de Deus, Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo e Igreja Mundial do Poder de Deus.
Algumas igrejas pentecostais também estão entrando nessa linha, um exemplo disso são as recentes pregações de um dos maiores ícones deste segmento o pastor Silas Malafaia. Outro ícone do pentecostalismo que aparece nos sites de busca como simpatizante dessa doutrina é o pastor Marco Feliciano que nega ser um defensor da TP.
“Não sou adepto dessa desgraça, não! Sou assembleiano roxo!”, disse Feliciano que explica a diferença da sua pregação para a teologia da prosperidade. “Teologia da Prosperidade, não pode ser comparada com a Prosperidade que vem da Teologia. Existe na palavra centenas de afirmações sobre a benção que enriquece, que o Senhor é dono do ouro e da prata, que a prosperidade vem ao fiel”, diz.
Apesar de crer que a prosperidade é dom de Deus, Feliciano diz que é contra a massificação desse ensino. “Sou contra a massificação desse ensino, usando-o como método abusivo de ‘colheita’, tipo, lavagem cerebral para enganar os incautos.”
Ele também acredita na benção que vem através do dízimo e da oferta, mas diz que essas sementes precisam ser lançadas em um ministério sério. “Eu creio na benção que vem ao dizimista, ao ofertante e ao sacrificante. Quem planta colhe, quem não planta não colhe, quem planta muito colhe muito, quem planta pouco colhe pouco… Todavia só se colhe quando se planta em um solo fértil! Ministério sério.”
Contraposições
Enquanto muitas pessoas acreditam e correm para as igrejas em busca de saúde e bênçãos materiais, estudiosos e pastores caminham em contramão tentando alertar os perigos que esses ensinamentos podem trazer. “O sucesso numérico das denominações que são legítimas e fiéis representantes da TP no Brasil se dá exatamente por causa das promessas de saúde e prosperidade que são oferecidas e dadas como certas. Apelos desta natureza só podem redundar em uma aglomeração numerosa de fiéis, pois eles cativam facilmente aqueles que pensam ser o sucesso financeiro e a saúde o summum bonum (o bem maior) da vida”, diz Zwnglio Rodrigues.
O teólogo cita o versículo de Tiago 1:2 (Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações.) e ensina o que esse texto quer dizer. “O vocábulo “várias”, no grego, é poikilos e pode ser traduzido por “multicolorido”. Em outras palavras, o cristão pode sofrer provações de todas as matizes. Ora, nesse universo policromático há de tudo, inclusive doença e falta de dinheiro.”


O problema desse movimento, segundo Rodrigues é que o “deleite não está no Senhor, mas no(s) serviço(s) que Ele, supostamente, se habilita a prestar”.
Kenneth Copeland
Reflexos no Brasil

Benny Hinn
Os ensinos de Hagin influenciaram um grande número de pregadores norte-americanos, a começar de Kenneth Copeland, seu herdeiro presuntivo. Outros seguidores seus foram Benny Hinn, Frederick Price, John Avanzini, Robert Tilton, Marilyn Hickey, Charles Capps, Hobart Freeman, Jerry Savelle e Paul (David) Yonggi Cho, entre outros. Em 1979, Doyle Harrison, genro de Hagin, fundou a Convenção Internacional de Igrejas e Ministros da Fé, uma virtual denominação. Nos anos 80, os ensinos da confissão positiva e do evangelho da prosperidade chegaram ao Brasil. Um dos primeiros a difundi-lo foi Rex Humbard. Marilyn Hickey, John Avanzini e Benny Hinn participaram de conferências promovidas pela Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno (Adhonep). Outros visitantes foram Robert Tilton e Dave Robertson.
Valnice Milhomens
Entre as primeiras manifestações do movimento estavam a Igreja do Verbo da Vida e o Seminário Verbo da Vida (Guarulhos), a Comunidade Rema (Morro Grande) e a Igreja Verbo Vivo (Belo Horizonte). Alguns líderes que abraçaram essa teologia foram Jorge Tadeu, das Igrejas Maná (Portugal); Cássio Colombo (“tio Cássio”), do Ministério Cristo Salva, em São Paulo; o “apóstolo” Miguel Ângelo da Silva Ferreira, da Igreja Evangélica Cristo Vive, no Rio de Janeiro, e R. R. Soares, responsável pela publicação da maior parte dos livros de Hagin no Brasil. Talvez a figura mais destacada dos primeiros tempos tenha sido a pastora Valnice Milhomens, líder do Ministério Palavra da Fé, que conheceu os ensinos da confissão positiva na África do Sul. As igrejas brasileiras sofreram o impacto de uma avalanche de livros, fitas e apostilas sobre confissão positiva. Ricardo Gondim observou em 1993: “Com livros extremamente simples, [Hagin] conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais do que qualquer outro líder religioso nos últimos tempos”.
Jorge Tadeu
Conclusão 
Além de apresentar ensinos questionáveis sobre a fé, a oração e as prioridades da vida cristã, e de relativizar a importância das Escrituras por meio de novas revelações, a teologia da prosperidade, através dos escritos de seus expoentes, apresenta outras ênfases preocupantes no seu entendimento de Deus, de Jesus Cristo, do ser humano e da salvação. A partir dos anos 80, várias denominações pentecostais norte-americanas se posicionaram oficialmente contra os excessos desse movimento (Assembléias de Deus, Evangelho Quadrangular e Igreja de Deus). Autores como Charles Farah, Gordon Fee, D. R. McConnell e Hank Hanegraaff, todos simpatizantes do movimento carismático, escreveram obras contestando a confissão positiva e suas implicações. Eles destacaram como, embora essa teologia pareça uma maneira empolgante de encarar a Bíblia, ela se distancia em pontos cruciais da fé cristã histórica.
tendências preocupantes: 
1) Simplificação teológica: todo mal vem do diabo.
2) A busca de experiências extraordinárias.
3) Confissão Positiva.
4) Visão triunfalista: a obsessão pela “Vitória”.
5) A batalha espiritual sem base bíblica.
6) O sincretismo com os cultos afro-brasileiros.
7) Hermenêutica alegórica.
8) Enfoque judaizante: Israel mistificado.

9) Volta ao Antigo Testamento.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

SER FELIZ

“Ser Feliz ou ter razão?

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.


Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderá ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
 Mas ele ainda quer saber:
 – Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido
 um pouco mais…
 E ela diz:
 – Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
 Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais,  teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.

Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão,  independentemente, de tê-la ou não.
 Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:
 ‘Quero ser feliz ou ter razão?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

COMO MANTER A LEITURA EM DIA

Como manter a leitura em dia em meio ao turbilhão da rotina agitada?
Se você gostaria de ler mais, porém sofre com a agendalotada, nossas dicas podem te ajudar 
Sim. A sensação é de dor na consciência quando você olha para a prateleira e vê que a quantidade de pó em seus livros aumentou. Essa “dor” também acontece quando você percebe que, após meses, ainda não finalizou a leitura do capítulo 1. Pode ser que você ame comprar livros e mesmo sabendo que não terá aquele tempo extra para a maravilhosa prática da leitura, se sinta culpado por adicionar “novos amigos” à sua lista de aquisições. Se você se identifica com alguma dessas situações, não se desespere! Afinal, essa é uma  realidade  comum para muitas pessoas.
De fato, na sociedade pós-moderna, na qual o tempo é artigo raro e a correria é grande, encontrar um espaço na agenda para a leitura é algo difícil. Mas a boa notícia é que não é impossível. Se o seu cronograma é apertado e você realmente gostaria de poder desfrutar de bons momentos de leitura, as dicas a seguir podem ser aquele “empurrãozinho” que estava precisando. Confira!
Uma página de cada vez
 Imagine a famosa frase: “Tempo é dinheiro”. Pensou? Pois bem, existem muitas pessoas que desejam poupar, mas que não tem dinheiro suficiente para já começar guardando uma “bolada”. Por isso, nunca começam a sonhada poupança, esperando o dia no qual a sobra será mais robusta. Para elas, o ideal seria começar com um pouco a cada mês. É melhor ter R$10 reais na conta do que nada! Com a leitura acontece a mesma coisa. Se não tiver tempo para ler um capítulo, comece com uma página. Cinco minutos diários são suficientes.
Aproveite as oportunidades

No dia a dia existem vários momentos que podem propiciar leituras rápidas, por exemplo: a fila do supermercado, a espera pela consulta, a viagem de metrô ou os minutos antes de dormir. Por isso, tenha o livro sempre à mão. As novas tecnologias de comunicação como os tablets, smartphones e leitores de e-books podem ser de grande ajuda para essa finalidade, pois permitem o armazenamento de grande quantidade de obras em formato digital.

Programe-se e estabeleça objetivos
Faça um planejamento, estipulando quantidade de páginas x tempo de leitura e esforce-se para cumprir a meta.
Você tem direito a saltar páginas
Talvez aquele capítulo mais “complicado” possa ficar para um dia mais calmo. Analise sua disposição e necessidade para o momento e mantenha a motivação. O importante é não desistir de ler.
Não tenha pressa (a menos que seja necessário)
A sua relação com o livro deve ser de amizade. Desfrute a leitura sem sofrer para terminá-la logo. Você vai ver que, assim como num bate-papo, sua vontade de continuar a ler será ainda maior. Quem sabe surja até uma readequação de agenda!
Não se esqueça!

Ler é uma das principais atividades intelectuais e é indispensável para o desenvolvimento pessoal e profissional. Priorize essa prática em seu dia a dia. Você certamente será beneficiado.

Por -  Mundo Cristão

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

4 TÉCNICAS DE LEITURA

4 técnicas de leitura para diferentes necessidades

Ler é, sem dúvida, uma das atividades mais agradáveis e benéficas para o desenvolvimento humano. Desde a mais tenra idade, lemos e muito! Seja por meio dos gibis, cartazes, manchetes dos jornais, textos escolares ou livros sobre temas diversos, a leitura faz parte do dia a dia e consiste numa das mais importantes ferramentas para a construção do conhecimento. Embora seja muito bom, muita gente deixa de dedicar tempo à prática da leitura, mais especificamente a de livros, textos jornalísticos e didáticos, justamente por acreditarem que essa atividade requer uma vida calma e sossegada e, preferencialmente, nenhum tipo de ruído ou distração. Por não se enquadrarem nesses “quesitos”, relegam o contato com seus livros para o futuro e ficam com a consciência pesada por não conseguirem ler o suficiente.
Mas ler não é uma atividade engessada! Existem tipos de leitura para cada necessidade ou ocasião.
Listamos abaixo, quatro técnicas interessantes para que você possa ler em diferentes contextos e demandas do dia a dia. Tome nota!
Skimming: Leitura superficial que consiste numa rápida “passada de olho” por toda a página e busca dos principais tópicos logo no primeiro contato com o texto. Não se detém a detalhes, mas, sim, busca a compreensão do tópico geral. Ela acontece, por exemplo, quando lemos as manchetes dos jornais.
Scanning: Geralmente complementar à Skimming, é mais detalhada, atenta e aprofundada. O nível de atenção às informações e tópicos específicos pode variar de acordo com as necessidades do leitor. Nela, por exemplo, pode-se buscar de forma rápida e objetiva as respostas para as clássicas perguntas: “Quem”, “O quê”, “Quando”, “Onde” e “Por quê”; tópicos destacados em negrito ou itálico; especificações técnicas, datas, entre outros dados. É bastante útil quando há pouco tempo para ler uma grande quantidade de páginas. 

Leitura de estudo: Requer um maior tempo de dedicação para a interpretação e entendimento dos temas abordados. Anotações, resumos e releitura são táticas interessantes que podem ser aplicadas nessa modalidade. Estudantes em geral podem aplicá-la para os estudos pré-vestibulares e provas escolares.
Leitura crítica: Demanda maior proximidade do leitor e tempo para a reflexão mais elaborada acerca do conteúdo. O leitor deve “conversar” com texto, avaliar sua proposta e a coerência das ideias e argumentos. Deve também mobilizar conhecimentos prévios para elaborar conclusões.
É claro que o tema não se esgota por aqui.
Em todas as modalidades, no entanto, é necessário que o leitor esteja curioso e receptivo. Toda e qualquer atividade tem melhores resultados quanto é feita com prazer e disposição.
Independentemente da quantidade de tempo que tenha, não deixe seus livros de lado. Eles têm muita coisa que você precisa saber! Talvez, aquela informação preciosa que fará toda a diferença está, justamente, em um “abrir e fechar de páginas”!

Por: Mundo Cristão